No dia 25 de janeiro tive este sonho com a DEUSA :
https://ciganosencantados.blogspot.com/2026/01/sonho-incrivel.html
E hoje tive uma experiência um tanto interessante. Acordei as 3h, fui ao banheiro e voltei. Primeiro estava com o pensamento fixo em uma cliente e me incomodei bastante. Me questionei o pq de estar com ela tão fixamente na cabeça e pedi que tirassem este excesso, pq eu ajudo mas não quero me prejudicar nem ficar impregnada com esta energia. Tive certeza que ela estava acordada (e depois me certifiquei que realmente estava), senti uma energia pesada, um ranço dela, uma coisa muito esquisita, mas foquei e se dissipou.
Voltei a deitar e assim que coloquei a cabeça no travesseiro entrei em uma espécie de meditação instantânea, um transe pq nadinha foi planejado, só foi fluindo. Eu me via com uns chifres na cabeça e este chifre era uma antena receptiva com a fonte divina.... havia uma espécie de luz, raio (?) que era captado por aquelas antenas e eu ouvia DEUS CORNÍFERO e era como se eu e o DEUS fossemos uma coisa só. Fiquei mega curiosa. Pq isto tãoooooooooo de repente? Prá falar a verdade nem lembrei do sonho da Deusa, só fiquei tentando entender. Fiquei imensamente grata obviamente e surpresa por ser algo tão inesperado. Este é o verdadeiro significado de: Universo me surpreenda.
Pesquisei por alto este DEUS e achei ele a cara de OXÓSSI, com quem venho criando uma forte conexão. O que achei foi que ele era reverenciado como um culto à fertilidade em vários níveis. Tá eu já tinha ouvido sim falar e sei o significado por alto, mas pq esta manifestação?
Quando acordei vi na internet que hoje é dia 14 de fevereiro, VALENTINE DAY. Estava tão offline da mídia e de datas que não me liguei desta data em especial.
Sem saber pq, me deu vontade de cruzar estas informações, instintivamente coloquei no google: Valentine Day Deus Cornífero, e o que apareceu primeiro foi isto:
A conexão entre o Dia dos Namorados (Valentine's Day) e o Deus
Cornífero remonta às antigas raízes pagãs da festividade, especificamente ao
festival romano de Lupercalia, celebrado em meados de fevereiro.
Aqui estão os pontos principais sobre essa relação:
Lupercalia e Fauno: O festival de Lupercalia (13 a 15 de
fevereiro) esta aparição não pode ter sido "só coincidência" honrava Fauno, o deus romano da agricultura e da floresta. Fauno era
frequentemente associado ao deus grego Pan, ambos representados como deuses
chifrudos (horned gods) da natureza selvagem, fertilidade e desejo físico.
O Ritual de Fertilidade: Lupercalia era um rito de fertilidade
onde sacerdotes (Luperci) corriam pelas ruas vestidos com peles de cabra e
usavam tiras de couro de cabra (februa) para tocar mulheres, acreditando-se que
isso purificava e garantia fertilidade e partos fáceis.
Transformação em Dia de São Valentim: No século V, o Papa
Gelásio I tentou abolir o festival pagão de Lupercalia, substituindo-o pelo dia
de São Valentim em 14 de fevereiro, tentando cristianizar a festividade, mas
muitos elementos de fertilidade e rituais de pares (sorteio de nomes)
persistiram na tradição folclórica.
Deus Cornífero na Wicca/Neopaganismo: Em tradições modernas, o
Deus Cornífero (como Cernunnos - o dia consagrado a ele é dia 26 de janeiro!) é visto como a energia vital, a natureza
selvagem e a masculinidade. O casamento sagrado entre o Deus Cornífero e a
Deusa (representando a união de polaridades) é por vezes associado a rituais de
primavera e união amorosa.
Embora o Dia dos Namorados moderno seja focado no romance
cortesão, suas origens estão ligadas a ritos ancestrais de fertilidade
representados por divindades com chifres, simbolizando a união da energia
masculina selvagem com a terra.
Gente que babado maravigold!
Fiquei, uma vez mais, simplesmente extasiada! Quantas gratidões tenho que expressar? Pq por mais que agradeça sempre me parece pouco.
Daí fui pesquisar mais sobre DEUS CORNÍFERO.
O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com cascos e chifres de bode ou cervo. Ele é o guardião das entradas e do Círculo Mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus Pagão dos bosques, o Rei do Carvalho e o Senhor das Matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol, que nasce e morre todo os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento.
Segundo os mitos pagãos, o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor, a Deusa engravida e quando chega o Inverno, o Deus Cornífero morre e renasce quando Ela dá à luz. Esse mito contém em si os próprios ciclos da natureza, pois no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso; no Outono, ele envelhece; morre no Inverno e renasce novamente na Primavera.
O simbolismo do mito deve ser obervado, pois todas as coisas vieram da Grande Mãe, inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.
O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, a vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso, a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriavam com extremada abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
Com o crescimento do Cristianismo e com a intenção do Clero em derrubar a Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade ressignificar o status desse importante Deus torna-se difícil.
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção e a continuidade. O Deus simboliza a força da vida e da morte, é o amante e filho da Deusa, o Senhor dos cães selvagens e dos animais. É Ele que nos desperta para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua e seus chifres simbolizam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
O culto à Deusa Mãe e ao Deus Cornífero é pré-cristão, surgiu milhões de anos antes do catolicismo e do conceito de Demônio o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como Deidade da Bruxaria.
A Arte Wiccaniana remonta aos homens das cavernas e para entendermos o porquê de uma Divindade com chifres ser reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos, temos que pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de hontra e respeito entre os povos do Neolítico. OS chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos.
Entre os povos do período glacial, uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que possuíam.
Quando o homem saía em busca de caça, ao retornar à sua tribo, colocava os chifres do animal capturado sobre sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele, todo o clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar uma coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Fauno, Dionísio, Quíron, Cernunos, Odin, entre outros, foram representados com chifres. Os maiores guerreiros vikings eram aqueles que possuíam capacetes de chifres, pois representavam a sua força e bravura. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto, como podemos perceber, os chifres, desde tempos imemoráveis, foram considerado símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam.
O Deus Cornífero é, então, o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz, sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na Terra, já que Ele é o próprio Sol.