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domingo, 10 de abril de 2016

LINHA DOS MARINHEIROS



A Linha dos Marinheiros da Umbanda engloba espíritos que trabalham no auxílio a encarnados e desencarnados, a partir do seu magnetismo aquático e de seus conhecimentos sobre a manipulação do Mistério das Águas. Nela se apresentam espíritos que em últimas encarnações foram marinheiros de fato, navegadores, oficiais, pescadores, povos ribeirinhos, canoeiros, ex-piratas etc. É o arquétipo do homem litorâneo, daquele que sobrevive do mar e dos rios.

A Linha dos Marinheiros tem a Regência direta dos Orixás Yemanjá e Omolu. Yemanjá rege “a parte de cima” do mar e Omolu rege “a parte de baixo”. Yemanjá rege o mar (“calunga grande”) e dá sustentação e amparo aos espíritos que nele viveram de forma positiva, extraindo de suas águas recursos para alimentar vidas. Omolu rege a terra (“calunga pequena”) e sustenta o eterno vai-e-vem das águas. Mas também atrai para os seus domínios os espíritos que se utilizaram do mar de forma negativa, alimentando apenas seus instintos inferiores.

Esta Linha de Trabalho é também chamada de “Povo da Água” e está relacionada a outras Mães das Águas: Oxum (águas doces), Nanã (lagos e lagoas), Yansã (água da chuva). Mas sua principal Regente é Yemanjá.

Os Marinheiros trabalham ainda sob influência das Forças Naturais que enfrentam no mar, tais como: as calmarias (Mistério de Oxalá); os raios (Mistério de Xangô); os tufões (Mistério de Yansã); os bancos de areia (Mistério de Omolu); os sargaços (Mistério de Oxóssi); as correntes marinhas (Mistério de Ogum) etc. Para lidar com essas energias, os Marinheiros precisam do conhecimento e da licença dos Orixás Regentes. Portanto, ser um Marinheiro de Umbanda requer “preparo”!...

Nos Terreiros, a chegada dos Marinheiros traz uma alegria contagiante. Abraçam a todos, brincam com um jeito maroto, gingando pra lá e pra cá, PARECENDO embriagados. Mas NÃO estão embriagados, como se poderia pensar. É o seu magnetismo aquático que os faz ficar “balançando”. Cada elemento tem o seu magnetismo. E os espíritos que se manifestam naquela Irradiação têm magnetismo idêntico. O que faz o mar ondular é o magnetismo característico de Mãe Yemanjá, Regente Divina dessas águas e da Linha dos Marinheiros. Logo, os Marinheiros têm esse magnetismo “ondulante”. Ao incorporar em seu médium, o Marinheiro “bambeia”, ele se movimenta como quem se equilibra no tombadilho de um navio ou de um barco em alto mar. Desta forma, ele libera energias em formas onduladas, é através dos seus “balanços” que lembram os movimentos de uma pessoa embriagada. (Se ficarmos algum tempo no mar, vamos entender melhor isso: ao voltar para terra firme, sentiremos estar “balançando”, “bambeando”, ainda sob o efeito do movimento ondulante do mar.) Os “balanços” dos Marinheiros liberam ondas de forte magnetismo aquático que desagregam acúmulos negativos de origem externa e interna, equilibram nosso emocional e mental e nos dão condições de gerar coisas positivas em nossas vidas. Vale lembrar que as águas simbolizam as nossas emoções e estão ligadas à origem da vida. Nas Giras de desenvolvimento o magnetismo dos Marinheiros é um potente equilibrador emocional do médium, colaborando de forma essencial no processo.

A Linha atua preferencialmente na diluição de cargas trevosas e em trabalhos voltados para a cura emocional do consulente, muitas vezes com a ajuda de seres Elementais da Água que são atraídos com tal propósito. O contato com esses seres realiza uma potente limpeza em nosso campo magnético, uma verdadeira “explosão” de energia equilibradora.

Os Marinheiros são Magos dos Mistérios Aquáticos. Atuam de forma única dentro da Umbanda, na manipulação de energias que nos libertam de bloqueios íntimos e nos dão equilíbrio emocional. Pode parecer pouco, mas hoje a própria ciência analisa e admite os efeitos dos distúrbios emocionais como geradores de várias enfermidades. De modo que a cura emocional é o primeiro grande passo para outras conquistas.

Os Marujos lidam com os consulentes de forma simpática e extrovertida, “quebrando o gelo” e deixando o assistido muito à vontade, o que facilita a recepção dessas energias equilibradoras e curadoras. Sua linguagem é bastante simbólica:

● “o mar”― expressão que usam significando a nossa vida. Quando falam que “o mar tá bravo”, é porque o médium ou o consulente está com dificuldades na vida por não saber lidar com as emoções;

“barco”― maneira pela qual nos designam (é o próprio médium, é oconsulente);

“Capitão Maior/Capitão do Navio”― expressões para se referirem a Deus. Além dos trabalhos de descarrego e quebra de magias negativas, dão consultas e passes. Costumam ir direto ao ponto, sem rodeios. Mas sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. São amigos, trazem uma mensagem de esperança e força. Sempre nos alertam para agir com fé e confiança e desbravar o desconhecido, seja do nosso interior ou do mundo que nos rodeia. Algumas vezes, ao incorporar, os Marinheiros precisam tomar alguma bebida alcoólica para não prejudicar o físico do médium. Como se explica isso?

Acontece que o nosso organismo queima ou consome energia; e o álcool produzido pelos amidos que ingerimos sustenta essa queima. No caso, sem ingerir a bebida, o magnetismo da Entidade absorverá muito do álcool do corpo do médium, prejudicando suas funções. Quando espíritos regidos por magnetismos densos (água, terra e fogo) incorporam, eles precisam ingerir alguma bebida alcoólica, para não consumir aquele álcool do corpo do médium. Caso contrário, irão paralisar o organismo do médium em algumas de suas funções. O uso da bebida dá fluidez e volatilidade às vibrações desses espíritos, expande seus campos magnéticos e possibilita a estabilização e o equilíbrio nas incorporações. Como os Marinheiros vivem na irradiação aquática do mar, quando incorporam, parece-lhes que é o solo que está se movendo. Daí, com funções inversas, o álcool lhes dá estabilidade e equilíbrio para ficarem parados e darem atendimento às pessoas. O álcool tira o equilíbrio de uma pessoa. Mas, assim como o veneno de cobra é o único antídoto contra picadas de cobras, com os Marinheiros a ingestão de bebida alcoólica lhes dá estabilidade. Porém, esse consumo precisará ser controlado e restrito a uma dose mínima! Dentro de um trabalho espiritual, o excesso de bebida nunca se justifica.

O Guia é um espírito que se preparou e obteve a permissão da Lei Divina para vir nos ajudar; é um mago que sabe como manipular os elementos e usa o mínimo necessário, pois não precisa de “quantidade”. Quando há excesso, isso se dá pela ignorância (despreparo), ou então pela vaidade do médium.

(FONTE: “Arquétipos da Umbanda”, Rubens Saraceni, Madras Editora, 2007, páginas 113/115.)

Nomes simbólicos: Martim Pescador, Marinheiro das Sete Praias, João das Sete Ondas, Capitão dos Mares, João da Praia, Zé do Mar, Zé Pescador, João da Marina, Zé da Maré, Antônio das Águas, Zé da Jangada, Seu Antenor, Seu Jangadeiro, João Canoeiro, Zé dos Remos, João do Rio etc.

Campo de atuação: Quebra de bloqueios emocionais; equilíbrio das emoções; limpeza energética; quebra de magias negativas.

Ponto de força: A beira-mar; beira dos rios.

Saudação: Salve a Marujada!

domingo, 27 de dezembro de 2015

MARINHEIRO SÓ!


MARINHEIRO,  MARINHEIRO

QUEM TE ENSINOU A NADAR?

FOI O TOMBO DO NAVIO?

OU FOI O BALANÇO DO MAR?

Mais um amigo maravilhindo surge se apresentando em sonho. Desta vez o mar dos meus sonhos foi navegado por um marinheiro lindo de viver!
De sexta para sábado sonhei que estava em um navio antigo, todinho de madeira. O pai de santo da casa onde fiz parte, era um velho capitão, bem velho mesmo, de barba branca, e falava com os homens, de cima de um lugar dentro do navio, que parecia um palanque, mas era bem espaçoso. Os homens ouviam com atenção. Do lado dele, havia um homem bem novo e lindo. (não sei pq os espíritos aparecem assim igual a uma visão de tão lindos, mas ainda bem que a visão era boa em todos os sentidos!) Eu assistia a cena como se não estivesse inserida nela, fosse só expectadora. Eles falavam de alguém que sentia ser eu. O mais novo vestia uma calça branca e uma camisa listrada azul e branca. Eles falavam que "ela" precisava usar mais a magia marítima, mais a água do mar, e os ventos, os ventos do mar e principalmente, o vento frio, gelado, das baixas temperaturas. Lá vou eu estudar mais sobre isto. Da magia das marés eu entendo e já sei a utilização, uso a água do mar e quando eu ouvia ele falar sobre isto eu pensava: "mas eu uso a água do mar", entendi que preciso usar mais, rsrs, traficar um oceano para magiar prá vcs! Só pode! rsrs.


Aí este marinheiro mais novo se virava para mim e nesta hora eu estava no sonho, fazia parte não era só uma expectadora, ele pegava a minha mão direita entre as duas dele e começava a falar: "eu sou seu filho e seu capitão, eu sou..., eu sou.... " e assim ele falou várias vzs estes eu sou, mas eu não me recordo de muita coisa, depois ele dizia, esta é a parte que eu me lembro: "eu te amo e estou contigo à muito tempo, te sigo desde antes do periodo da Roma antiga, saiba que estou sempre perto de vc e pode contar comigo para o que vc precisar, preciso que vc lembre disto, quando precisar, saiba que pode contar comigo." E ele frisava ainda em uma frase que eu precisava usar a "magia maritima". Achei interessante ele não usar o termo "do mar", enfim, vou ter que perceber o que seria esta magia maritima, fazer mais magias direto no mar? Pode ser, pq este hábito eu já tenho. Sempre que estou na natureza, converso com o Universo, com os elementais e com os guias que trabalham nesta sintonia, no mar se for no mar, nas matas, enfim... não sei se vcs se recordam de eu ter sentido a vibração do marinheiro, logo após invocar nas águas nas cataratas, mas ele nunca se mostrou em sonho e eu só havia sentido esta vibração no centro uma vez antes de ter sentido lá nesta passeio. Esta vibração é novidade prá mim. E agora ele se mostrou em sonho. Acordei emocionada e super feliz! Também não sei pq alguns espíritos se apresentam como "filhos", se isto sugere um laço de parentesco em outra vida, se é um proposito em comum, enfim, mas... mais um filho/amigo, tudibom se apresentou! Como ele não deu nome e se deu eu não me lembro, vou chamar só de Capitão do Mar, pq ele se apresentou como um Capitão, deve direcionar alguma falange e do mar pq é a essência do mar que ele traz.

E assim que tiver oportunidade reverencio ele em uma oferenda paralela a Iemanjá.

Depois tive um sonho com uma das ciganinhas. O diferencial neste sonho é que eu me lembro dele quase todo. No sonho eu era dona de um lugar, mas ninguém sabia que eu era a dona, e eu via o nome dela e sabia q ela precisava de ajuda. Andava em um corredor imenso procurando uma sala onde eu sabia q ela estaria, até que achei. Entrava e nesta sala haviam 4 mesas e uma deveria ser dela, mas ela não estava. Eu perguntava por ela e as moças davam respostas evasivas como se ninguém soubesse de fato onde ela estava ou o que estava havendo. Eu olhava a mesa  dela vazia sabia que era a dela e perguntava de novo, mas ninguém falava nada, eu sentia um descaso mas ao mesmo tempo algo no ar. Aí eu dizia assim: eu vim aqui à mando da Cabocla Jurema resolver um problema e vou resolver, pq eu não vou voltar sem respostas, kkkkkkkkk, meninas eu estava cheia das atitudes, é só disto que me lembro, mas sei, tenho certeza absoluta que o espiritual está trabalhando.
Consultei a ciganinha do sonho, pq eu achei q tinha jogado para ela recentemente mas não tinha certeza pq é muita gente nem sempre guardo nome. Ela confirmou que joguei para ela, lembro que ela citou sim problemas no trabalho embora ela não trabalhe em nada burocrático e nem seja a função dela, mas ela reconheceu neste sonho 4 pessoas que são quem trabalham em conjunto e decidem se ela fica no trabalho ou não, enfim, na coordenação e confirmou que o clima está tenso por lá. É o segundo sonho/viagem astral que eu lembro nitidamente, só não trouxe a lembrança da feição das pessoas, mas uma delas era a quem eu me dirigia assim cheia das autoridades e cobrava uma resolução! rsrs Enfim, vou aguardar noticias desta ciganinha e ver o que vem aí pela frente, achei super interessante!



MARINHEIRO,  MARINHEIRO

QUEM TE ENSINOU A NADAR?

FOI O TOMBO DO NAVIO?

OU FOI O BALANÇO DO MAR?

E deixo aqui este trecho como uma reflexão. No mar da vida, o que nos ensina a nadar? O tombo do navio, ou as ondas do nosso mar? AMEI descobrir mais este amigo e agradeço imensamente à todo o espiritual amigo e protetor, pelo direcionamento e por esta cumplicidade. Este ano foi bastante expressivo. Se mostraram: Maria Bonita, na linha dos baianos, Rhada a indiana (linha do oriente) , Zuma a cigana-guardiã e agora o Capitão do Mar! Sejam todos bem vindos no navio do nosso blog! Vamos que vamos!

CALENDÁRIO DE MAGIAS DE AGOSTO DE 2026

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS   Magia de cura e todas as magias negativas.  Limpeza, abertura de caminhos. Acontecem na LUA MINGUANTE. Lua Mingua...