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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

CODEPENDÊNCIA OU DEPENDÊNCIA EMOCIONAL: O QUE É?



É a inabilidade de manter e nutrir relacionamentos saudáveis com os outros e consigo mesmo, resultando em relações difíceis, desgastantes ou destrutivas. Na Codependência, nota-se a presença de baixa auto-estima, de expectativas irreais, da falta de bons diálogos, de discussão direta dos problemas, expressão aberta dos sentimentos e pensamentos, comunicação honesta e franca, de respeito às individualidades, de intimidade, de confiança nos outros e em si mesmo.
O termo Codependência teve origem nos estudos e trabalhos da Dependência química e foi atribuído aos familiares, partindo do princípio de que os familiares de dependentes químicos também apresentariam uma dependência, não das drogas, mas emocional, isto é, relacionada a um vínculo doentio que têm com estes dependentes.

Em média, 9 pessoas são afetadas pelo impacto da dependência química de um ente querido, número que extrapola o da família nuclear que é formada, em média, por 3 pessoas. Este é o resultado de uma recente pesquisa realizada na cidade de São Paulo, pela UNIAD/Unifesp/Inpad. A pesquisa aponta também que, além da resistência do dependente químico em aceitar o tratamento (52% dos casos), o comportamento/atitude da família (11%) é a segunda maior dificuldade encontrada no tratamento.

Convivendo com sentimentos opressores como tristeza (28%), impotência (26%), dor, angústia, raiva, desespero, culpa, pena, decepção, solidão e medo, a família do dependente químico é grupo de risco para problemas de saúde, no âmbito das doenças emocionais, psíquicas ou físicas. Este impacto corresponde aos vividos por familiares de doentes terminais. Em 34% dos casos, para aliviar o sofrimento, a família procura psicólogos, terapeutas e grupos de apoio.

Posteriormente, notou-se que esta dependência acontece em situações muito além da dependência química.

A maior parte dos codependentes vem de famílias disfuncionais, isto é, que demonstraram significativa fragilidade emocional. E, por serem mais frágeis, contribuíram de forma efetiva para o desenvolvimento e instalação da dependência emocional entre seus membros.

Em geral, a pessoa codependente teve dificuldade de experimentar amor, amparo, aceitação, segurança, razoável coerência e harmonia. Em muitos casos, houve abusos, violência psicológica e até física, rigidez de regras e críticas excessivas. Por isto, desenvolveram sinais e sintomas, como a baixa autoestima, senso de identidade frágil, alta reatividade ou irritabilidade, preocupação ou cuidado excessivo com o outro, perfeccionismo, negação da realidade, uso do sexo para ganhar aprovação (no caso de se relacionar a dois); compulsões nos relacionamentos – às vezes, associadas a outros transtornos compulsivos, como o alimentar, gastos, jogos e outros, além do foco excessivo na realidade do outro, como parceiro afetivo ou filhos, em vez de focar na própria vida. Neste sentido, muitas vezes assumem pelo outro, responsabilidades que a ele pertencem. Isto pode resultar na facilitação da continuidade da doença ou problemática deste outro.

Além destes sinais, o codependente escolhe parceiros ou estabelece relacionamentos deste tipo com pessoas que também apresentam transtornos psicológicos, incluindo outras dependências. Também costumam ter padrões de comportamento como controle excessivo; manipulação do outro; necessidade de agradar (que leva à submissão); compulsão de salvar o outro e/ou autoritarismo. Enfim, apresenta sinais e sintomas que contribuem para padrões autodestrutivos de viver.

Apesar deste quadro clínico ocorrer em ambos os sexos, é notória a prevalência maior no sexo feminino, o que provavelmente se explica pelos condicionamentos culturais a que as mulheres estão expostas desde cedo, ou seja, de colocarem seu foco de interesse maior e valor nos relacionamentos afetivos.

Cada um destes codependentes acredita que é outra pessoa e não ela, a responsável direta pela sua felicidade, passando então a buscá-la fora e não dentro de si.
                                                   
E como superar a Codependência?
Buscar ajuda pode ser necessário. A primeira questão fundamental é fazer um bom diagnóstico. Não existe qualquer receita rápida para mudar estes comportamentos que têm suas bases na infância. Um modelo de tratamento é o de grupos de mútua ajuda, outro é a psicoterapia e eles não se excluem. Enfim, o importante é começar a dar os passos para cuidar de si mesmo de forma muito amorosa, tendo em mente o objetivo de, ou alcançar relacionamentos saudáveis e respeitosos ou é melhor não tê-los.

[Elizabeth Zamerul Ally]

segunda-feira, 26 de maio de 2014

MULHERES QUE AMAM DEMAIS (DEPENDENTES EMOCIONAIS)


Grupo MADA

 

Mulheres Que Amam Demais Anônimas
 
OS DOZE PASSOS DE MADA
 
1. Admitimos que éramos impotentes perante os relacionamentos e que tínhamos perdido o controle de nossas vidas.
2. Passamos acreditar que um poder superior a nós mesmas poderia nos devolver a sanidade.
3. Decidimos entregar nossas vidas aos cuidados de Deus, na maneira como concebíamos.
4. Fizemos um minucioso e destemido inventário moral de nós mesmas.
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmas e outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Nos dispusemos inteiramente a deixar que Deus removesse os defeitos do nosso caráter.
7. Humildemente, pedimos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8. Fizemos uma lista de todas as pessoas que prejudicamos e nos dispusemos a reparar os erros que cometemos com elas.
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos erradas, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade e forças para realizar essa vontade.
12. Graças a esses passos, experimentamos um despertar espiritual e procuramos transmitir essa mensagem a outras mulheres, dependentes de pessoas. Procuramos praticar esses princípios em todas as nossas atividades. Nada, absolutamente nada, acontece por equívoco no mundo de Deus.... A não ser que eu aceite a vida totalmente do jeito que ela é, não poderei ser feliz. Preciso me concentrar menos no que é preciso mudar no mundo e mais no que eu preciso mudar em mim e nas minhas atitudes.
 
-OS DOZE PASSOS DE MADA (Adaptados de A.A.)
 
http://www.grupomada.com.br/
 

CALENDÁRIO DE MAGIAS DE OUTUBRO DE 2026

Magia de cura e todas as magias negativas.  Limpeza, abertura de caminhos. Acontecem na LUA MINGUANTE. Lua Minguante:  03/10 – Lua Minguante...