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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

OXÓSSI



Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso

Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.

Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.

Oxóssi, na Umbanda é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião. No Candomblé brasileiro é um antepassado africano divinizado, filho de Yemanjá, protetor das matas, sincretizado com São Sebastião no Rio de Janeiro e São Jorge na Bahia. Diz o mito que Oxóssi era irmão de Omulu-Obaluayê e rei da cidade de Oyó, cidade da África sudanesa, de onde provém os povos nagô ( keto, ijexá e oyó) e mina-jeje.

Oxóssi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

O Orixá Oxóssi é tão conhecido que quase dispensa um comentário. Mas não podemos deixar de fazê-lo, pois falta o conhecimento superior que explica o campo de atuação das hierarquias deste Orixá regente do pólo positivo da Linha do Conhecimento.

O fato é que o Trono do Conhecimento é uma divindade assentada na Coroa Divina, é uma individualização do Trono das Sete Encruzilhadas e em sua irradiação cria os dois pólos magnéticos da linha do Conhecimento. O Orixá Oxóssi rege o pólo positivo e a Orixá Obá rege o pólo negativo. Oxóssi forma com Obá a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege sobre o Conhecimento.
  1. Oxóssi irradia o conhecimento e Obá o concentra.
  2. Oxóssi estimula e Obá anula.
  3. Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do Conhecimento.
  4. Oxóssi é vegetal e Obá é telúrica.
  5. Oxóssi é de magnetismo irradiante e Obá é de magnetismo absorvente.
  6. Oxóssi está nos vegetais e Obá está em sua raiz, como a terra fértil onde eles crescem e se multiplicam.
  7. Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o racional concentrador.
  8. Oxóssi é a busca, é a procura, é a curiosidade, é o movimento contínuo na evolução dos seres na apresentação de novos conhecimentos, de novos horizontes, etc.
Simbolicamente representamos Oxóssi com sete setas, que são as sete buscas contínuas do ser. Oxóssi expande, irradia e impele os seres.
Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.

No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos. 

Segundo Pierre Verger, o culto a Oxóssi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxóssi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. 
Os filhos consagrados a Oxóssi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos. 
O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País. 
Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxóssi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio. 
Oxóssi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento. 


Dia da semana: Quinta-feira.
Saudação: Okê aro!
Sincretismo: São Sebastião - Umbanda São Paulo e Rio de Janeiro - Candomblé São Jorge - comemorado no dia 20 de Janeiro.
Cores: Verde na Umbanda e no Candomblé.
Símbolos: O arco e a flecha de ferro fundido.
Onde recebe oferendas: Nas matas.
Principais oferendas: Velas, charutos, frutas, suas comidas e bebidas.
Bebida: Cerveja branca e suco de frutas.
Elemento: Terra.
Algumas ervas: Folha de guiné, peregum , alecrim do cruzamento, manjericão, samambaia, etc.
Animais: Cervo, lebre e outros animais da selva.
Comida: Fruta, inhame, mandioca.
Domínio: As matas.
Particularidade: Trabalha com cura e pajelança.
Características: Ágil, esperto, inteligente, calmo, responsável, sossegado, fiel e muito curioso. 

Contemplar a figura de São Sebastião é, para os umbandistas, lembrar-se imediatamente de Oxóssi. A razão está também no fato de ser a Umbanda uma religião que tem rituais de raízes indígenas. O arco e a flecha são instrumentos claramente indígenas e isto faz com que automaticamente a associação seja feita no mental dos homens.
Esta ideia não foi todavia em contraposição com o que a Ciência Divina pretendia ao instaurar a Umbanda nas terras brasileiras.

Oxóssi é bastante cultuado no Brasil, ao contrário do que ocorre na Nigéria, onde teve origem seu culto. Porém, o culto a Oxóssi foi difundido basicamente em Keto (terra dos panos vermelhos), e lá foi consagrado rei. No século XIX, devido ao tráfico negreiro, a cidade de Keto foi praticamente destruída pelos ataques das tropas do rei Daomé. Os filhos consagrados a Oxóssi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba.

Oxóssi - O Rei das Matas

Este Orixá, provavelmente o mais conhecido entre os Umbandistas, é o representante das forças das matas. É Oxossi quem cuida das plantas e dos animais silvestres. Através do sincretismo ficou conhecido também como São Sebastião, o santo católico que teve o corpo perfurado por flechas. O sincretismo com o santo deve-se ao fato de que os símbolos de Oxóssi são o arco e a flecha, por isto, seu dia de culto é o dia 20 de janeiro.
Esta alusão às matas e aos vegetais, é devido à natureza expansiva de Oxóssi. É o Orixá responsável pela conhecimento e pelo raciocínio.

As matas estão para Oxóssi, assim como os rios estão para Oxum, e as águas do mar estão para Yemanjá.
A maior parte dos caboclos trabalham atualmente sob a irradiação de Oxóssi, e isto tem razão de ser. A Umbanda é uma religião nova e precisa da irradiação de Oxossi para que possa expandir e tornar-se conhecida pelos homens. Assim como as flechas e lanças usadas pelos índios guerreiros e caboclos são atiradas e direcionadas para a frente, da mesma forma a irradiação de Oxossi faz com que o conhecimento sobre as coisas se processem.
"O Conhecimento é uma qualidade de Deus e Oxossi é sua divindade unigênita, pois ele é em si mesmo, o Conhecimento Divino que ensina a todos a conhecerem a si mesmos a partir do conhecimento sobre nosso Divino Criador.

Olorum gerou em Si o conhecimento sobre tudo o que criou, e porque tem conhecimento sobre toda a Sua criação, então o conhecimento assumiu a condição de uma qualidade Sua, à qual Ele imantou como um dos mistérios da criação, já que gera em Si o conhecimento e é em Si onisciente ou conhecedor de tudo e de todos.

Portanto, Oxóssi rege sobre o conhecimento e irradia o tempo todo a todos, porque é em Si mesmo o Conhecimento Divino ou a onisciência de Deus." 

Seu magnetismo expande as faculdades dos seres, aguça o raciocínio e os predispõe a buscar a gênese das coisas (o conhecimento sobre elas). Logo, Oxóssi é o estimulador natural dessa busca incessante sobre nossa própria origem Divina. E quanto mais sabemos sobre ela, maior é o nosso respeito para com a criação e mais sólida é nossa fé em Deus, pois passamos a encontrá-Lo em nós mesmos.
Então Oxóssi está tanto na Natureza como nos conhecimentos sobre a Criação, assim como está na fé, porque nos esclarece sobre nossa origem Divina e nos ensina a conhecermos Deus racionalmente.

Por sua natureza expansiva e seu grau de divindade guardiã dos mistérios da Natureza, Oxóssi é descrito nas lendas como um orixá caçador e ligado às matas (os vegetais). Como divindade, ele é o estimulador da busca do conhecimento e guardião dos segredos medicinais das folhas. Oxóssi é interpretado como a divindade que atua nos seres aguçando o raciocínio, esclarecendo-os e expandindo as faculdades mentais ligadas ao aprendizado das coisas religiosas, estimulando-os a buscar Deus sem fanatismo ou emotividade, mas com conhecimento e fé." 

Oxóssi, cujo nome significa Caçador Noturno é, segundo a crença africana, "filho de Iemanjá com Orunmilá. É a divinização da floresta, reina sobre o verde, sobre os animais selvagens, dos quais é considerado o dono e dos quais tem todas as virtudes e qualidades. Oxóssi é sagaz como o leopardo, forte como o leão, leve como um pássaro, silencioso como um tigre, observador como a coruja, sabe se esconder como um tatu, é vaidoso como o pavão, corre como os coelhos, sobe em árvores como o macaco, conhece os animais profundamente e com eles partilha o conhecimento da Natureza.
Oxóssi é o deus da caça, ligado às matas, irmão mais novo de Ogum. Também faz parte dos Orixás masculinos do panteão africano cujos princípios também são feitos de ferro."
"(...) Sua função é a de protetor dos caçadores, que passam grande parte do tempo em contato com Ossain, a divindade das ervas terapêuticas e litúrgicas, aprendendo com ele parte de seu poder." (2)
"A cada ano, após a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo à população inhame, milho e coco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas. Furiosas com a desconsideração, enviaram à festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada.
O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande pássaro. Então o rei aborreceu-se, mas mandou-o embora.
Um segundo caçador apresentou-se, este com quarenta flechas; o fato repetiu-se novamente e o rei mandou prendê-lo.
Bem próximo dali vivia um jovem que costumava caçar à noite, antes do sol nascer; ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe do jovem caçador, temendo pela vida do filho, consultou um babalaô e os obis mostraram que, se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras, ele teria sucesso.
Na entrega da oferenda, o caçador deveria dizer três vezes: que o peito do pássaro receba esta oferenda! E assim o fez, acertando o pássaro bem no peito. O povo então gritava: Oxó Wussi! (Oxó é Popular!), passando a ser conhecido por Oxóssi." 

Oferendas

As oferendas para Oxóssi devem ser entregues em matas fechadas, altas, preferencialmente pouco exploradas pelos homens, enfeitadas com fitas verdes, vermelhas ou brancas. Na Umbanda, as oferendas para Oxóssi consistem basicamente de velas verdes ou brancas, acompanhadas de flores brancas ou vermelhas, vinho moscatel, mate e água de côco com mel.
Devem ser depositadas sobre um tecido de algodão verde ou diretamente sobre a relva. Charutos também são bastante ofertados a Oxóssi, especificamente aos caboclos.
(1) - Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, Rubens Saraceni - Editora Madras, 2005;
(2) - Revista Espiritual de Umbanda, n.10 - Editora Escala;
(3) - Site "Mundo dos Orixás".

quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

OXÓSSI E O MILHO, O SÍMBOLO DA FARTURA!

Certa vez Oxalá estava preocupado com seu filho Oxóssi, pois após de incessantes criticas Oxóssi deixou o mundo e sumiu perante outros lugares, ninguém sabia onde estava Oxóssi.
Oxum sua esposa chorava todos os dias a falta de seu esposo caçador Odé, tanto que chorava que os rios transbordavam sobre as pedras e se jogavam a elas formando assim as cachoeiras, Ogum seu irmão e parceiro procurava pelo o mundo inteiro seu irmão e não o encontrava de forma alguma. Yansã com seus ventos também corria sobre os nove oruns para encontrar Oxóssi mas também nada, dessa forma Oxalá convocou Exú, com seu poder do Ogó de teletransportar sobre todos os lugares no universo para encontrar Oxóssi, mas também falhou.
Com o passar do tempo o mundo começou a ficar sem vida, não havia mais alimento, mais fartura, animais e nem plantas, a terra era infértil e a natureza começou a ficar morta. Desesperada, Oxum procurou Ifá, e a este perguntou, onde talvez, poderia estar Oxóssi. Ifá consultou por horas e horas e também não encontrou Oxóssi. Ficou abismado, pois sempre conseguia ver tudo com seu oráculo.
Ifá chamou Ogum e o deu sete chaves e dois cadeados, e pediu que com isso abrisse as sete portas do orun, e com os cadeados fechasse o primeiro e o último orun, dessa forma, Oxóssi estivesse onde for, ficaria preso e voltaria. Assim Ogum fez, abriu sete oruns e trancou o primeiro e o último orun. Dessa forma Oxóssi voltou ao aye, com as sete chaves na mão e os dois cadeados na outra mão. Ogum ficou surpreso e feliz por estar revendo seu irmão novamente.
Oxum ficou tão feliz que que correu para abraçar seu esposo, chorou e cantou aos quatro ventos o nome de Oxóssi. E assim todos os orixás foram cumprimentar Oxóssi.
Oxalá contou a ele que o mundo estava sem vida, na miséria, sem animais nem plantas, sem fartura alguma e nada do que se plantava nascia, e que sua ausência fez muita diferença sobre o mundo. Então Oxóssi foi consultar Ifá, e este lhe disse para colher seis espigas de milho, retirar os grãos das espigas e joga-los para cima. Então assim, Oxóssi raspou suas espigas, e rezou cada uma delas.
Oxóssi jogou suas sementes de milho na terra, e em seguida balançou bem forte o seu Erukerê e espalhou as sementes para o mundo inteiro, as sementes de milho foram para toda parte e para todos os reinos, fertilizando todos os solos e caindo sobre a terra, fazendo nascer todos os tipos de plantações e animais, levando a fartura e a riqueza a todos.
Desse dia em diante, Oxóssi passou a ser consagrado como o dono da fartura, da riqueza e da prosperidade, e que sua função era de trazer vida e fartura a todos os lugares e casas do mundo e de axé. Por isso que o milho é um dos símbolos mais usados e mais admirados de Oxóssi e para ele, o milho vale "ouro".
Texto: Religião, respeito e humildade.

terça-feira, 6 de junho de 2017

A LENDA DA RIQUEZA DE OBARÁ


Eram dezesseis irmãos, Okaram, Megioko, Etaogunda, Yorossum, Oxé, Odí, Edjioenile, Ossá, Ofum, Owarin, Edjilaxebora, Ogilaban, Iká, Obetagunda, Alafia e Obará. Entre todos Obará era o mais pobre, vivendo em uma casinha de palha no meio da floresta, com sua vida humilde e simples.

Um dia os irmãos foram fazer a visita anual ao babalaô para fazer suas consultas, e prontamente o babalaô perguntou: Onde está o irmão mais pobre? Os outros irmão disseram-lhe que avia se adoentado e não poderia comparecer, mas na verdade eles tinham vergonha do irmão pobre. Como era de costume o babalaô presenteou a cada irmão com uma lembrança, simples, mas de coração e após a consulta foram todos a caminho de casa. Enquanto caminhavam, maldiziam o presente dado pelo babalaô, Morangas? Isso é presente que se dê? Abóboras? .

A noite se aproximava e a casa de Obará estava perto, resolveram então passar a noite lá. Chegando a casa do irmão, todos entraram e foram muito bem recebidos, Obará pediu a esposa que preparasse comida e bebida a todos, e acabaram com tudo o que havia para comer na casa. O dia raiando os irmãos foram embora sem agradecer, mas antes lhe deixaram as abóboras como presente, pois se negavam a come-las.

Na hora do almoço, a esposa de Obará lhe disse que não havia mais nada o que comer, apenas as abóboras que não estavam boas, mas Obará pediu-lhe que as fizesse assim mesmo. Quando abriram as abóboras, dentro delas haviam várias riquezas em ouro e pedras preciosas e Obará prosperou.

Tempos depois, os irmãos de Obará passavam por tempos de miséria, e foram ao Babalaô para tentar resolver a situação, ao chegar lá escutaram a multidão saldando um príncipe em seu cavalo branco e muitos servos em sua comitiva entrando na cidade, quando olharam para o príncipe perceberam que era seu irmão Obará e perguntaram ao Babalaô como poderia ser possível e ele respondeu: Lembram-se das abóboras que vos dei, dentro haviam riquezas em pedras e ouro mas a vaidade e orgulho não vos deixaram ver e hoje quem era o mais pobre tornou-se o mais rico.

Foram então os irmãos ao palácio de Obará para tentar recuperar as abóboras e lá chegando, disseram a Obará que lhes devolvessem as Abóboras e Obará assim o fez, mas antes esvaziou todas e disse: Eis aqui meus irmãos, as abóboras que me deram para comer, agora são vocês que as comerão. E quando o babalaô em visita ao palácio de Obará lhe disse: Enquanto não revelares o que tens, tu sempre terás. E foi assim que se explica o motivo que quem carrega este Odú não pode revelar o que tem pois corre o risco de perder tudo, como os irmãos de Obará.
Esta lenda tem como tema a HUMILDADE.

As oferendas para Obará vc encontra aqui:
http://ciganosencantados.blogspot.com.br/2013/12/oferendas-para-obara-para-serem.html

sábado, 26 de setembro de 2015

OXUM MENINA


LENDA DE OXUM MENINA

Estava sambando no salto alto, na roda de samba do sábado à tarde. A mulata mais bonita da favela. Não era rica, mas com aquelas pernas nem precisava… Não tinha filhos, não era casada, nasceu para ser admirada… e era.
Ninguém sabia desde quando ela morava na favela, ninguém conhecia sua família. Não sabiam se ela tinha nascido ali, nenhum homem conseguiu ser seu namorado.
- Eita mulher metida. Se exibe toda pra todo mundo e não fica com ninguém. Deve achar que é a rainha dessa favela. Esses trouxas ficam paparicando, enchendo a bola dela. Coitados! Ela nem enxerga…
Ela não ligava pra inveja das mulheres, não dava atenção aos galanteios dos homens. Às vezes brincava com as crianças por alguns minutos, mas nunca se envolvia muito com as pessoas. Não havia uma única pessoa que conhecia seu barraco por dentro. Ninguém sabia o que ela fazia para viver. Sabiam apenas seu primeiro nome, Madalena. E era tudo o que sabiam.
Despertava paixões, inveja, brigas entre casais. Alguns se perguntavam se ela sabia disso tudo, se ela causava essas confusões de propósito. Ela nunca falava de sua vida pessoal. Quando alguma mulher tentava se aproximar, saber intimidades, ela sempre dizia que tinha alguma coisa para fazer ou que a novela estava começando. Evitava proximidade.
Certo dia Madalena ficou doente. De um dia para o outro ela caiu de cama. As pessoas da favela só perceberam três dias depois, por que ela não saia de seu barraco. A porta estava trancada e tiveram de arrombar para entrar. E quando entraram tiveram uma enorme surpresa. Ela não dormia numa cama, dentro de seu barraco não era uma casa. Parecia um terreiro de candomblé, mas o único orixá que povoava o terreiro era Oxum.
Tudo era dourado, tudo era perfumado. Pedras que pareciam pepitas de ouro enfeitavam os cantos e as mesas. Espelhos de mão enfeitavam uma penteadeira cheia de perfumes e jóias. E Madalena estava deitada em almofadas ricamente bordadas em cetim dourado. Delirava de dor, não conseguia impedir que as pessoas tocassem em seus objetos. Estava fraca, com frio e fome. Desmaiou.
Uma vizinha velha e sua neta estavam esperando Madalena acordar no hospital para onde a levaram, queriam saber quem poderiam chamar de sua família. Madalena não acordava. Médicos não sabiam dizer o que tinha acontecido com ela. Os exames não mostravam nada, nenhuma alteração em seu organismo que justificasse o coma. Ela estava em coma, sem ajuda de nenhum aparelho, mas estava cada vez mais fraca. A velha vizinha e sua neta espalhavam na favela que Madalena morreria, que ela tinha uma doença incurável.
No hospital Madalena era tratada como indigente. Não tinha família, nem sobrenome. Ninguém encontrou nenhum documento em sua casa que parecia terreiro. Ninguém sabia dizer qual era sua idade. A única prova da vida de Madalena era um pequeno caderno que ela guardava dentro de um pequeno baú, escondido embaixo de todas as suas almofadas douradas. E lá ela contava quem era, que idade tinha e qual era sua missão nessa vida. Lá estava a explicação para a decoração exótica de seu barraco. No caderno ela escreveu uma vez, para nunca se esquecer, da entrega que sua avó fizera quando ela nasceu.
Neta de mãe de santo. Sua mãe morreu quando ela nasceu. Sua avó entregou a vida da recém nascida para Oxum. E acreditava que Oxum viria ocupar aquela encarnação. E só estaria entre os vivos por três voltas da magia, o que significava vinte e um anos. Na segunda volta da magia, Madalena fugiu da avó para viver uma vida livre das obrigações com os fiéis que lhe procuravam para pedir ajuda no amor e nas finanças. Cada dia mais pessoas procuravam Oxum menina para pedir milagres. Por isso ela fugiu, mas sabia quem era. Tinha apenas quatorze anos quando ganhou o mundo para saber quem realmente era e do que realmente era capaz.
Não havia homem que resistisse, não havia mulher que não invejasse sua beleza. Ela tinha poderes que preferia manter em segredo. Já tinha ajudado muitas pessoas nos anos que esteve com sua avó. Queria viver livre como gente comum pelo tempo que lhe restava.
Quando a vizinha velha e sua neta foram visitar Madalena no hospital, os atendentes não sabiam informar seu paradeiro. Estava em coma e tinha desaparecido. Um mistério que levantou as suspeitas mundanas de sempre: tráfico de orgãos, tráfico de cadáveres para faculdades, livraram-se do corpo por que ela era pobre e não tinha família… Ninguém podia afirmar nada. Madalena simplesmente tinha desaparecido. E no dia em que a favela soube do fim de Madalena era um sábado. O samba foi triste, acabou logo. E durante a noite o barraco de Madalena incendiou, queimando qualquer vestígio de sua curta existência.

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Meninas assim que puder volto a dar atenção ao blog. Hoje sonhei que estava cantando vários pontos e acordei cantando um : "Iansã vem chegando, na palma da minha mão (isto pq ela irradia os raios por ali, é um chacra que existe no meio de nossa palma das mãos!), vem trazendo Oxum Menina, que nos dá a proteção!"

AMEI!

Hoje, no centro onde minha filha trabalha tem festa de Xangô, Ibeijada e mais tarde irei lá prestigiar e pegar uma energia muito gostosa pq eles só trabalham com as crianças nesta festa, nunca tem gira de Ibeijada! Fiquei muito feliz de ter sonhado com esta cantoria, rsrs e de ter acordado cantarolando... nem sabia que existia Oxum menina, mas ela deu um jeitinho de me sinalizar! Encontrei esta lenda na internet e achei muito interessante esta Oxum ser uma MADALENA, rsrs, nada mesmo é por acaso!! Enfim vamos que vamos, espero que todos tenham um final de semana abençoado!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

UMA NOITE MUITO ESTRANHA

Fernando Sepe

Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu.
Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas.
Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pêlos do corpo.
Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.
Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu–se ao mar.
Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram–se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.
Yemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração.
Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo!
Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo?
Ralhou Yemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
Desculpe, minha Mãe, ando meio ocupado.
Respondeu um triste Ogum.
Mas, o que aconteceu, meu filho?
Sinto que estás triste.
É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãezinha”.
Estou cansado!
Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome.
Estou cansado com o que eles fazem com a “Espada da Lei”, que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda.
Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles…
Estou cansado…
Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto.
Ele chorava.
Chorava uma dor que carregava há tempos.
Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.
Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava.
E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum.
Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé.
Não!
Ogum ama toda humanidade, ama a Vida.
Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas.
As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra.
Não via nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos.
Não viam em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.
Não!
Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”.
Um homem impiedoso que se utiliza de sua espada para resolver qualquer situação.
E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um.
E mais, normalmente, tudo isso se torna uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas.
Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.
Isso magoava Ogum.
Como magoava:
Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade?
A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum.
Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando-a em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição…
Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida.
E totalmente nu ficou frente à Yemanjá.
Cravou sua espada no solo.
Não queria mais lutar, não daquele jeito.
Estava cansado…
Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Omulu apareceu.
E por incrível que pareça o mesmo aconteceu.
Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra ela.
Magoava–se por sua alfanje da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens.
Ele também deixou sua alfanje aos pés de Yemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite.
Logo se via o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que se irradia de todo seu ser.
A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que se perderam na senda do Criador.
Infelizmente os filhos de fé esquecem-se disso…
Mas o mais incrível estava por acontecer.
Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite.
E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Yemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.
Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas.
Faziam isso por si próprios.
Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor.
Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância.
Um a um, todos foram se despindo e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Yemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer.
Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente.
Era Exu.
O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de PombaGira, sua companheira eterna de jornada. Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente se apresentam.
Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas.
Tinham na face, a expressão do cansaço.
Mas, mesmo assim, gargalhavam muito.
Eles nunca perdiam o senso de humor!
E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Yemanjá.
Despiram–se de tudo.
Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles.
Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando–o a figura do Diabo:
—Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável!
—Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir.
Essa era a natureza desse querido Orixá.
Yemanjá estava desesperada!
Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto.
Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:
Espere! Pensou Yemanjá!
Oxalá! Oxalá não está aqui!
Ele com certeza saberá como resolver essa situação.
E logo Yemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás.
Oxalá apresentou-se na frente de todos.
Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo.
Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum.
Também despiu-se de sua roupa sagrada, pra igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos!
Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas.
Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra.
Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem.
Esses que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas.
Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se.
Esses que realmente nos compreendem e buscam-nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe.
Esses incríveis filhos de Umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos.
Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil e pelo mundo, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir…
Quando Oxalá se calou os Orixás estavam mudados.
Todos eles tinham suas esperanças recuperadas.
Realmente viram que se poucos os compreendiam.
Grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros iriam se juntar nesse ideal.
E aquilo os alegrou tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis.
E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade.
Em Aruanda, os Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, fizeram o mesmo.
Largaram tudo, também se despiram e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.
Na Terra, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam.
Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos.
Uma alegria e bem–aventurança incríveis invadiram seus corações.
Largaram as armas.
Apenas sorriam e abraçavam-se.
O alto os abençoava…
Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos.
E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto.
Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz.
Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba-Giras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás
Com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.
Miríades de espíritos foram retirados do baixo–astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador.
E na matéria toda a humanidade foi abençoada.
Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta:
“Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente”.
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou–se benção na vida de todos.
Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Nós, filhos de Umbanda, pensemos bem!
Não transformemos a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para acertarmos nossas contas terrenas.
Muito menos esqueçamos do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles.
Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão.
Lembremo-nos sempre disso.
E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem–se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não têm olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.
Lembrem–se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança.
Esse texto é dedicado a todos que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás!
Honrem a Eles.
Sejam LUZ, assim como Eles!
Muito Axé!

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