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domingo, 25 de janeiro de 2026

OXÓSSI E A JAQUEIRA

A jaqueira (Apáòká) é a árvore sagrada de Oxóssi, orixá da caça e da fartura, representando sua ligação com as matas, nutrição e antepassados. Considerada a "mãe" ou refúgio de Oxóssi, a jaqueira fornece o sustento e abriga o caçador, sendo central no culto a esta divindade, que garante a fartura e o progresso.

Conexão Sagrada: A Apáòká não é apenas uma árvore, mas um símbolo de sustentação e ancestralidade para Oxóssi, que vive na floresta.

Mito da Jaqueira: Algumas lendas trazem a jaqueira como a árvore onde Oxóssi se alimentou ou até mesmo como sua "mãe" em determinados contextos míticos.

O Caçador e a Árvore: Como orixá das matas, Oxóssi domina a fauna e a flora, e a jaqueira representa seu domínio, a energia vital da natureza e a abundância que ele provê.

Significado: Ela representa a força e o cuidado das mães espirituais, oferecendo frutos e proteção, assim como Oxóssi protege seus filhos.

Essa ligação reforça o papel de Oxóssi como provedor e sua profunda conexão com a natureza e o ambiente florestal.

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Ajèonipapo ou Odé Onipapo, é o Odé que tem ligação direta com as Iyamis. Os antigos ensinavam que quando esse Odé se apresentava no jogo, assentava-se e fazia oferendas as Iyamís, só depois de 21 dias no mínimo, voltava a jogar aos pés de Onipapo. Oyá, Oxun e Ogun fazem parte do seu enredo. Todo cuidado é pouco com esse Odé , é muito arredio e foge. Dizem que suas roupas são cheias de uma especie de mariwo bem trançado...... Odé Oní Pápò ou Ajénipápò é um antigo Odé ligado a Oxun Ijímu e tem enredos com as Iyamís. Sua liturgia é bem simples porém de completa retidão e seriedade.

https://ciganosencantados.blogspot.com/2026/01/banho-com-folha-de-jaca.html

domingo, 11 de janeiro de 2026

REGENTES DE 2026

 

PLANETA REGENTE 2026: MARTE
ORIXÁS REGENTES DE 2026:
OGUM / IANSÃ / OXÓSSI

Três fortes energias chegam em 2026 para nós auxiliar no decorrer do ano, Ogum com sua espada limpando os caminhos, Iansã com seus ventos soprando o mal e o que não serve para longe e Oxossi trazendo equilíbrio, determinação e abundância.
Cada um dos orixás com sua força, trazendo perspectivas novas e esperança para o novo ano que chega.
Ogum vem com a força do guerreiro que não tem medo das batalhas da vida, firme e determinado, sempre em busca da justiça e lutando pelo que acredita.
Iansã trás consigo a energia da transformação, nada fica parado tudo está em movimento muitas mudanças inesperadas.
Oxóssi favorece a clareza mental, o equilíbrio para escolhas difíceis e a prosperidade para os caminhos.
Momento ideal para aqueles que querem iniciar projetos, pois a regência de Marte e da numerologia 1, vêm com entusiasmo e iniciativas, vontade de empreender e iniciar objetivos já firmados. Também renovação nos sonhos e abertura para novos ciclos tanto pessoal quanto profissional.
2026 vem para te impulsionar a realizar seus sonhos, com coragem e enfrentando os medos.
Muita força, entusiasmo e bênçãos para todos!

terça-feira, 25 de novembro de 2025

OBÁ XIRÊ!


OBÁ: A deusa que vence qualquer batalha!

Deusa guerreira e justiceira, que pune os homens que maltratam mulheres, seguindo sua conhecida mitologia como uma Orixá africana.

Por Iêda Vilas-Bôas – Reinaldo Bueno Filho

É reconhecida dentro da fé por atuar na busca pelo equilíbrio e defender a justiça, sempre e, ainda primeiro, protegendo as mulheres.  Seu nome homenageia o importante rio Oba, na Nigéria. Existe um lado que conta que ela foi a primeira esposa de Xangô, outro Orixá conhecido por ser justiceiro.

É a energia flecheira de mulher, caçadora, valente e guerreira, usa escudo, arco e flecha (no Candomblé chamado de Ofá) e é a dona da energia de todas as armas.

Obá representa as águas doces revoltas dos rios. As pororocas, as águas fortes, o lugar das quedas, as enchentes e o burburinho das águas são considerados domínios de energia, de luta e de vitória de Obá. É a guerreira que encanta, como as águas, e que tudo supera e vence, também como as águas.

Ela também controla o barro, água parada, lama, lodo. Trabalha junto com Nanã. De certo modo representa também a força do vento pela forma de atuação deste na planície de águas. Representa também o aspecto dual e andrógeno de gênero representado em mulheres (fisicamente).

Além do mais, é farta e rege a transformação dos alimentos de crus em cozidos. Neste aspecto, Obá é considerada a Rainha da cozinha e simbolicamente representa a maleabilidade da transformação. O vapor sempre foi um elemento poderoso de energia, a magia da água a queimar transforma.

É também a dona da roda. É ela quem faz a limpeza da gira com sua força e aura dada pelo seu rodar. Obá representa uma energia feminina temida e forte, que encanta e vence a guerra; considerada mais forte que muitos Orixás masculinos – a considerar a mitologia e os estereótipos carregados nela.

Segundo as lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles, como Exú, Oxóssi, Obatalá, Oxumarê, Omolú e Orunmilá, e tornou-se respeitada por todos os deuses.

Apenas uma batalha teria um final diferente do suposto: a que foi travada contra Obá por Ogum. Este vencera a deusa guerreira, mas após a luta, admirando sua destreza, força e poder, tomou-se de perdidos amores por ela e se tornaram esposos.

Um dia houve em que Ogum teve de lutar contra Xangô, e Obá, ao ver o lutar magistral de Xangô, encantou-se pelo oponente de seu esposo. Teve de ouvir seu coração e se entregar a Xangô. Aos olhos de Obá, Xangô era parceiro perfeito e ideal e par a par: ele era tudo o que ela também era para si, em outro. Dessa união e desmedido amor nasceu Opará, que é sintetizada como Oxum.

Obá era a líder de culto nos arredores da cidade de Elékò (atual cidade de Lagos, Nigéria). Uma sociedade restrita, onde apenas mulheres podiam participar dos rituais. Obá foi fundadora dessa sociedade que cultuava a ancestralidade feminina individual. Nenhum homem poderia sequer assistir ao ritual do segredo, sob o risco de ser punido por Obá com a perda da própria vida.

Um dia, Xangô ouviu o gargalhar e murmurinho de mulheres e se aproximou para ver a cena. Percebeu que era um ritual conduzido pela enérgica Obá e imediatamente encantou-se com a beleza madura e rara de Obá.

Naquele envolvimento mágico, Xangô foi pego de surpresa pelas mulheres e levado à presença da Orixá Obá.

Obá comunicou a Xangô que ele havia cometido falta grave ao espiar o segredo do Elekô e que sua punição seria com sua morte, mas ao ver aquele guerreiro com olhos de puro amor, justa, pois ao coração, deu-se novas regras: o homem que violasse a reunião das mulheres deveria se casar com a líder ou aceitar a pena de morte. Conta-se que essa teria sido a causa perdida da guerra entre Ogum e Xangô: o coração de Obá.

Obá é a própria representação da fúria que quando despertada transborda, agitando-se inteira. É a senhora da sociedade Elekô. É a Orixá do mistério e do segredo. É o que se sabe, pois.

É cultuada como a grande Deusa protetora do poder e do sagrado feminino ancestral. É a protetora das mulheres que buscam por força e proteção, pois ela é a mãe que entende as dores do coração e age com destemida valentia para corrigir injustiças.

Obá, a representante suprema da descendência feminina, é festejada nas religiões de matriz africana do Brasil no dia 30 de maio (sincretizada com Joana D'arc), e também dia 25 de novembro (sincretizada com Santa Catarina) . O dia da semana dedicado a ela é quarta-feira, exerce seu domínio no amor e sucesso profissional. Recebe como oferenda: acarajé, aberém, feijão fradinho, amalá (caruru de quiabos) e várias sortes de folhas e aparatos de luta.

No sincretismo religioso, Obá corresponde a Santa Joana D’Arc, ambas representam mulheres de força, guerreiras que lutaram e defenderam o que acreditavam, sem se importarem com os olhares opressores e com as opiniões alheias.

Neste período em que temos de lutar contra injustiças, incertezas, perda de direitos, racismo, genocídio, doenças e tantas perturbações, podemos evocar seu arquétipo de força e energia, para que Obá nos ajude a vencer qualquer batalha.

Obá Xirê! (Rainha Poderosa!)

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

OXAGUIÃ!!

 

Este mês eu tive um sonho, não me recordo exatamente o dia, mas tenho aqui anotado em meus registros.
Foi um sonho bastante curioso.

No sonho eu estava sentada embaixo de uma arvore, que ficava em um lugar amplo, como se fosse um estacionamento. Esta arvore ficava próxima beira da rua, tinha uma mureta relativamente alta a toda a volta, mas eu estava sentada no meio, debaixo dela mesmo, na terra e não na mureta.

A minha frente havia um estacionamento amplo, um espaço grande, lá no fundo uma loja, que estava fechada. Nas minhas costas a rua, que era asfaltada. Na esquerda era uma esquina e havia uma espécie de bar, era o que parecia, o lugar tinha uma mureta baixa a toda volta e uma entrada central, todo pintado de amarelo. E começavam a se reunir ali, aparentemente eram só mulheres. 

Eu estava no celular falando com alguém e de repente saia uma mulher de lá e me encarava, dava a entender que eu estava provocando ela. Era uma reunião evangélica. Eu respondia que não tinha com ela, que se ela se incomodou foi pq algo ali se encaixou, mas que eu não estava nem aí pra elas.

Depois disto o estacionamento se enchia de mesinhas, parecia mesmo ser um evento e depois várias pessoas sentavam nas mesas. Eu continuava falando e a mulherada a volta me olhava com espanto, mas ninguém se manifestava. Eu falava com eloquência  e sabedoria e eu percebia que elas se surpreendiam, mas eu falava como se fosse com alguma cliente pelo celular.

Começava a chover e eu me cobria com uma coberta, a chuva era fina e debaixo da arvore, que era grande, não chovia. As mesas tinham cobertura.

Depois eu me via pendurada naquela arvore, como se fosse um fruto dela, estava vestida de branco e depois eu olhava atentamente e estava vestida de branco e azul, e era OXAGUIÃ! E saia da árvore. Na verdade eu achava que era Oxalá, mas a roupa era branca e azul e depois que acordei, percebi que era Oxaguiã. Veio também a informação que aquela arvore era a árvore da vida!

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Fui me aprofundar sobre Oxaguiã e entender o sonho.

Os evangélicos no sonho pode ter a ver com uma evangélica que está incomodada comigo, mas só lamento por ela, até pq a "arvore da vida" não estava do lado dela e sim do meu, então cada um com a sua sabedoria ancestral, eu não me incomodo com ninguém, cada um no seu quadrado, as pessoas que costumam se incomodar comigo, rsrs.

Esta semana que fui entender totalmente este sonho.

ÁRVORE DA VIDA:

Na religião: Na Bíblia, a árvore da vida representa a eternidade, a cura e a cooperação entre o céu e a terra, e é encontrada tanto no Jardim do Éden quanto no paraíso celestial.

Bíblia: É um símbolo da vida eterna dada por Deus, com suas folhas servindo para a cura das nações e sua presença sendo prometida aos fiéis no Apocalipse.

Cabala: A árvore é lida de cima para baixo para explicar a criação, e de baixo para cima para mostrar a evolução espiritual humana.

O FRUTO DA ÁRVORE DA VIDA:

Na Bíblia

Gênesis: O fruto da árvore da vida concedia vida eterna. Após a desobediência de Adão e Eva, Deus os expulsou do Jardim do Éden para impedir que comessem dele e vivessem para sempre em um estado de impureza.

Apocalipse: É mencionado que a árvore da vida estará novamente no Paraíso de Deus, produzindo doze frutos por mês e suas folhas servirão para a cura das nações. A passagem também afirma que a entrada para comer do fruto da árvore da vida é dada àqueles que lavam suas vestes.

Interpretações teológicas: Na teologia cristã, o fruto da árvore da vida também pode ser interpretado como o próprio Cristo, o corpo e o sangue de Cristo (Eucaristia), ou o amor de Deus, como explica o site Wikipedia.

OXAGUIÃ E A ÁRVORE DA VIDA:

No Candomblé e na Umbanda, a "Árvore da Vida" está diretamente ligada ao Orixá Irôko, e não especificamente a Oxaguiã.

Irôko é a divindade associada à gameleira-branca, que é considerada a árvore sagrada por excelência, simbolizando a ancestralidade e o tempo. É a ponte entre o Ayê (terra) e o Orum (céu), sendo a primeira árvore plantada, através da qual os Orixás desceram ao mundo.

Oxaguiã é o Orixá jovem, guerreiro e dinâmico, associado ao progresso, à inovação e ao inhame pilado (seu alimento favorito, o alapá). Embora ele não seja a "Árvore da Vida", ele rege a cabeça e está ligado a qualidades como coragem, determinação e a capacidade de reconstrução e superação.

Portanto, a relação entre Oxaguiã e a "Árvore da Vida" (Irôko) é indireta, no sentido de que ambos fazem parte do mesmo panteão e sistema de crenças, mas cada um possui domínios e simbolismos distintos:

Irôko: A própria árvore sagrada, símbolo do tempo, ancestralidade e a conexão entre os mundos.

Oxaguiã: O Orixá do movimento, da inovação, que traz coragem para as lutas diárias e o progresso contínuo.

Oxaguiã atua em nossas vidas regendo a sabedoria, a estratégia e a luta pela justiça e pelo progresso contínuo. Como um orixá jovem e guerreiro, ele simboliza a busca pela paz por meio da conquista e do esforço.

Seus domínios e influências principais incluem:

Coragem e Determinação: Oxaguiã aumenta nossa força interior para enfrentar desafios e lutar por nossos objetivos.

Estratégia e Sabedoria: Ele nos inspira a usar a inteligência e a estratégia para vencer as batalhas da vida, em vez de apenas força bruta.

Justiça e Paz: A luta de Oxaguiã é pela justiça e pela instauração da paz, não pela violência em si, mas pelo equilíbrio que vem após uma conquista justa.

Progresso e Reconstrução: Ele está ligado ao progresso contínuo, à capacidade de reconstruir e de garantir a sobrevivência e o bem-estar da comunidade.

Sustento e Fartura: Conhecido por ter lutado para trazer o inhame (alimento sagrado) para a humanidade, ele está associado à nutrição e à prosperidade.

Conciliação: Apesar de ser um guerreiro, ele também tem o poder de conciliação, ajudando a dissolver conflitos e a promover a união.

Em essência, Oxaguiã nos ensina a importância da perseverança e do empenho para alcançar uma vida mais justa, próspera e equilibrada, usando a cabeça (sabedoria e estratégia) e o coração (coragem e justiça) em nossas jornadas diárias.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

ORI Ô!


Ori é um importante conceito metafísico espiritual e mitológico para os iorubás, identificado no jogo do merindilogum pelo odu ossá e representado materialmente pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado ibá de Ori.

Ori, palavra da língua iorubá que significa literalmente cabeça, refere-se a uma intuição espiritual e destino. Ori é o Orixá pessoal, em toda a sua força e grandeza. Ori é o primeiro Orixá a ser louvado, representação particular da existência individualizada (a essência real do ser). É aquele que guia, acompanha e ajuda a pessoa desde antes do nascimento, durante toda vida e após a morte, referenciando sua caminhada e a assistindo no cumprimento de seu destino.

Ori em iorubá tem muitos significados - o sentido literal é cabeça física, símbolo da cabeça interior (Ori Inu). Espiritualmente, a cabeça como o ponto mais alto (ou superior) do corpo humano representa o Ori, não existe um Orixá que apoie mais o homem do que o seu próprio Ori.

Enquanto orixá pessoal de cada ser humano, com certeza ele está mais interessado na realização e na felicidade de cada homem do que qualquer outro Orixá. Da mesma forma, mais do que qualquer um, ele conhece as necessidades de cada homem em sua caminhada pela vida e, nos acertos e desacertos de cada um, tem os recursos adequados e todos os indicadores que permitem a reorganização dos sistemas pessoais referentes a cada ser humano.

Obatalá é o responsável pela criação da cabeça propriamente dita, enquanto Ajalá é responsável pela modelação da parte da cabeça ligada ao destino. Acredita-se que o Ori e o Odu - signo regente de seu destino que escolhemos, determina nossa fortuna ou atribulações na vida. O trabalho árduo trará, ao homem afortunado em sua escolha, excelentes resultados, já que nada é necessário despender para reparar a própria cabeça. Assim, para usufruir o sucesso potencial que a escolha de um bom Ori acarreta, o homem deve trabalhar arduamente. Aqueles, entretanto que escolheram um mau Ori têm poucas esperanças de progresso, ainda que passem o tempo todo se esforçando. O Ori, entidade parcialmente independente, considerado uma divindade em si próprio, é cultuado entre outras divindades, recebendo oferendas boris, e orações, Ori é o protetor do homem antes das divindades.

O assentamento de Ori na cultura tradicional iorubá, é composta por uma representação externa (orí ode) enfeitada com muitos búzios, e outra interna (orí inú) também composta por búzios. O sentido filosófico deste assentamento é muito complexo, representando não apenas a cabeça física e espiritual, mas também o destino, estando intimamente ligado à ancestralidade da pessoa.

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Desenvolvi uma teoria particular, que o fio de prata está para o corpo físico, assim como o fio de ouro está para nosso corpo mental/espiritual. Exatamente como aparece aí no áudio que peguei emprestado do Youtube mas que logo vou ver se coloco no meu canal para não perder. Pq não sei o que acontece, que eu uso o áudio que já existe pq me identifico e serve para o todo, e não para copiar quem quer que seja. Mas sei lá pq, o canal as vzs acaba ou a pessoa exclui o vídeo ou áudio, aí a postagem fica capenga! rsrs

Então fica a sugestão: eu tive intuição quando ouvia esta música e já venho fazendo isto. Quando acordo, ainda na cama, escuto esta música e vou fazendo meus agradecimentos e minhas rezas. Já deixo no esquema uma velinha destas pqnas, de 4 horas (estou usando até agora as verdes - eu já tinha aqui) e quando acendo esta vela eu digo: estou acendendo a minha luz! Gente que diferença, se acenda! Assim vc reforça sua energia e começa o dia revigorado, mesmo que não esteja bem, crie o hábito e verá a diferença! Vamos que vamos!

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

OMULÚ


Agosto é o mês de Omulú, o Orixá que veste um grande capuz de palha que cobre todo seu corpo. Omulú é filho de Nanã, que enfeitiçou Oxalá para conseguir engravidar. Porém, Omulú nasceu com má formação e com feridas da doença de chagas, não suportando a ideia de ter um filho assim, sua mãe o abandonou à beira mar. Iemanjá avistou a criança e o acolheu, suas feridas e a doenças foram curadas e Omulú foi criado como seu filho. 

Orixá ganha seu capuz de palha feito por Ogum, que percebe que Omulú não quer aparecer em uma festa dos Orixás devido suas feridas. Omulú se tornou o Orixá das doenças e da cura que aprendeu com Oxalá e Iemanjá.

Devido à sua infância e problemas com sua imagem, Omulu é bastante reservado e rigoroso.

Omulú é o médico dos Orixás, o senhor da cura das chagas e de outras moléstias. Por outro lado, é o Orixá soturno e perigoso, dono das doenças epidêmicas. É uma divindade da terra, tanto do solo quanto do subsolo.

Orixá da morte

Obaluaiê liga-se ao mistério da morte, à terra para onde voltarão os corpos e aos segredos da vida após a grande partida. Já sob a forma de Omulú, exerce o papel de guardião dos que deixam a vida. Nesse poder de transformação dos corpos é que está a doença e seu oposto: a cura.

Nos terreiros

A dança de Omulú tem ritmo lento e é chamada de opanijé. Um pé deve estar fincado no chão, enquanto o outro toca o solo de leve, demonstrando aflição e inquietação.

Dança-se curvado(a) para a frente, próximo ao chão, imitando o sofrimento e os tremores de quem está enfrentando a febre.

O Orixá se veste com tecidos pesados, junto de florões. Sobre a roupa, usa uma saia bem comprida feita de palha-da-costa desfiada. Esse é o mesmo material de que é feito o azé, o capuz que leva sobre a cabeça e que vai até os joelhos, bordado com búzios e grandes miçangas com suas cores principais: branco, preto e vermelho. O branco simboliza a paz e a cura; o preto, a absorção de conhecimento; e o vermelho, a atividade.

Seu rosto está sempre coberto, a fim de impedir a visão das chagas. Os fios de suas contas são brancos rajados de preto ou pretos, brancos e vermelhos. Obaluaiê usa ainda fios de búzios, em referência à sua relação íntima com a morte, visto que aqui os búzios representam o destino. Traz numa das mãos uma lança de ferro forjado e, na outra, o xaxará, uma espécie de feixe de palitos de dendezeiro bordado com palha-da-costa e muitos búzios. O feixe, composto de diversos elementos, representa a coletividade.

Omulú o Orixá das doenças e cura

Orixá da cura, dos mortos, dos cemitérios, cura e estabilidade. 

Cor: Branco e preto ou amarelo e preto.

Elemento: Terra.

Local de oferta: Cemitério.

Sincretismo: São Roque e São Lázaro.

Signo: protetor de Capricórnio

Saudação: "Atotô Omulu".

Oferenda para Omulú

O Orixá que rege nossa passagem para o mundo espiritual deve ser agradado com velas brancas, vermelhas ou pretas, água pura, coco, vinho doce, mel, pipoca e sal grosso, em campo santo (cemitério) ou à beira-mar.

Oração para Omulú

"A Omulú e Obaluaiê peço o perdão e a bênção, Atotô Meu Pai!

Em sua misericórdia infinita, dai-me a saúde plena!

Ajuda a curar as doenças e dá alívio às dores carnais e espirituais, Pai Amado, Atotô!

Afasta de mim aqueles que desejam a destruição de minha saúde e minha devastação espiritual e dá-me forças para vencê-los em espírito, Meu Pai.

Mantenha-me forte e firme nos caminhos difíceis da vida!

Atotô Omulú!"

Banho mágico

Você fará seu banho numa segunda feira e, deverá usar 13 folhas de arruda macho, 13 folhas de arruda fêmea, 13 pétalas de margarida, 13 folhas de artemísia e 13 galhos de alecrim. Acrescente 13 colheres (chá )de erva doce, e ferva tudo em 13 minutos. Espere esfriar e tome o banho do pescoço para baixo. Esse banho faz encontrar alguém especial. E lembre-se de jogar os resíduos no jardim ou água corrente. Não enxugue o corpo com toalha, deixe-o secar naturalmente. Pensar positivo é o que faz diferença!

Como fazer um guia para Omulú

Contas nas cores: preto e branco.

Faça a guia em uma segunda-feira de manhã e deixe-a em um copo com água e sal embaixo de uma roseira. Ao anoitecer, tire-a do copo e coloque para secar ao ar livre.

A MATÉRIA VEIO DAQUI:

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/mes-de-omulu-conheca-o-orixa-de-agosto,a3d08829e2cefdb31097c32bdbc3d40c5npmj9mo.html

quinta-feira, 5 de junho de 2025

ODU OBARÁ


O Odu Obará, no contexto da religião de matriz africana, como o Candomblé, é conhecido como o Odu da Prosperidade e da Riqueza. Ele é considerado um Odu de boa sorte, abundância e felicidade.

Obará e seus significados:

Prosperidade e Riqueza:

O Odu Obará é associado à prosperidade material, à abundância e à felicidade.

Amizades e Comunicação:

Este Odu também fala sobre amizades, facilidade na comunicação e prazeres.

Rigor e Consciência:

Apesar de indicar caminhos para superação material, Obará alerta para a importância da consciência sobre a realidade e do rigor nos rituais.

Liderança e Espiritualidade:

A energia de Obará também inclui liderança e espiritualidade.

Símbolos:

O Odu Obará é representado no Merindilogum com seis conchas abertas e dez fechadas, respondendo a Oxóssi, Airá e Logunedé.

Lenda:

Conta-se que Obará se tornou o Odu mais próspero ao seguir recomendações que outros odus ignoraram, recebendo um presente inesperado.

Negativa:

Em sua vibração negativa, Obará alerta sobre riscos financeiros, má administração e avareza.

Relacionamento com outras entidades:

Oxóssi:

O Odu Obará é associado a Oxóssi, o Orixá da caça e da floresta, que também está relacionado à prosperidade.

Airá:

Airá, como um Orixá associado aos espíritos da natureza, também está presente no Odu Obará, contribuindo para a energia de prosperidade e abundância.

Logunedé:

Logunedé, o Orixá da fertilidade e da abundância, completa a tríade de entidades que respondem ao Odu Obará.

Oferendas e celebrações:

Em muitas casas de Candomblé, o Odu Obará é celebrado em 6 de junho, com rezas e oferendas para atrair fartura e abundância durante o ano.

Oferendas para Obará: Algumas oferendas comuns incluem maçãs cortadas, moedas e açúcar cristal.

Considerações adicionais:

O Odu Obará é um convite à positividade e à busca por uma vida mais próspera e feliz.

É importante lembrar que a energia do Odu pode ser direcionada tanto para o bem quanto para o mal, dependendo do uso que se faz dela.

Ao se aproximar do Odu Obará, é importante buscar a sabedoria e a orientação dos seus praticantes, para que se possa tirar o máximo proveito da sua energia.


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Dia 06.06 este ODU é reverenciado, porém vc pode cultuar esta energia as quartas feiras de qualquer semana, OU no dia 6 de cada mês, ou ainda cruzando energias como a de Xangô, Oxóssi ou Logunedé, de acordo com a sua necessidade.

domingo, 9 de março de 2025

SONHO COM OSSAIM

Já nem me recordo direito quando exatamente foi este sonho. Novembro de 2024? Acredito que sim.

Eu estava em uma espécie de galpão, pq era um lugar muito amplo e alto, mas era similar ao de cima, a construção era de barro, bem antiga. E estava tudo vazio. Eu caminhava e observava atentamente, admirada por um lugar assim tão grande e antigo ainda estar de pé. Não haviam janelas, só uns vãos próximos ao telhado, que era de madeira e sapé, mas havia um vão largo, sem porta, a esquerda da lateral, que era mais larga, a construção era em um formato retangular. 

Eu ia caminhando para a "porta" e conforme eu ia me aproximando, eu via uma pombagira vindo, aos poucos elas eram sete, mais um pouco, eram sete casais de Exú e Pombagiras. Por último vinha um homem, de calça verde e camisa branca larga, e era OSSAIM! Todos eles paravam a minha frente e como se tivessem vindo me auxiliar/socorrer, servir? Se apresentavam como se para "curar" as minhas necessidades.

O meu espanto foi grande pq ... estreitamento zero com Ossaim, se bem que.... nem tão zero assim pq acompanho pela internet somente, uma casa de Ossaim com a qual já sonhei duas vzs estar lá, mas não me animo de conhecer. Daí pensei: eu sou tão tinhosa que se eu não fui até Ossaim, ele veio até mim. GRATIDÃO!!

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DIA: Quinta-feira.

CORES: Verde e Branco.

SÍMBOLOS: Haste ladeada por sete lanças com um pássaro no topo (árvore estilizada).

ELEMENTOS: Floresta e Plantas selvagens (Terra).

DOMÍNIOS: Medicina e Liturgia através das folhas.

SAUDAÇÃO: Ewé ó!

Kó si ewé, kó sí Òrìsà, ou seja, sem folhas não há orixá, elas são imprescindíveis aos rituais do Candomblé. Cada orixá possui suas próprias folhas, mas só Ossaim (Òsanyìn) conhece os seus segredos, só ele sabe as palavras (ofó) que despertam o seu poder, a sua força.

Ossaim desempenha uma função fundamental no Candomblé, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimónia pode realizar-se, pois ele detém o axé que desperta o poder do ‘sangue’ verde das folhas.

Ossaim é o grande sacerdote das folhas, grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está à cura para todas as doenças, do corpo ou do espírito. Portanto, precisamos lutar por sua preservação, para que consequências desastrosas não atinjam os seres humanos.

A floresta é a casa de Ossaim, que divide com outros orixás do mato, como Ogum e Oxóssi, o seu território por excelência, onde as folhas crescem em seu estado puro, selvagem, sem a interferência do homem; é também o território do medo, do desconhecido, motivo pelo qual nenhum caçador deve penetrar na floresta na mata sem deixar na entrada alguma oferenda, como alho, fumo ou bebida. Medo de que? Medo dos encantamentos da floresta, medo do poder de Ogum, de Oxóssi, de Ossaim; respeito pelas forças vivas da natureza, que não permitem a pessoas impuras ou mal-intencionadas penetrar em sua morada. Se nela entrarem, talvez jamais encontrem o caminho de volta.

Ossaim teria um auxiliar que se responsabilizaria por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão. Aroni seria um misterioso anãozinho perneta que fuma cachimbo (figura bastante próxima ao Saci-Pererê), possui um olho pequeno e o outro grande (vê com o menor) e tem uma orelha pequena e a outra grande(ouve com a menor). Muitas vezes Aroni é confundido com o próprio Ossaim, que, segundo dizem, também possui uma única perna. Não se pode por isso confundir Ossaim com o Saci-Pererê, que é um personagem do folclore brasileiro. Ossaim é orixá de grande fundamento, que possui uma só perna porque a árvore, base de todas as folha possui um só tronco.

De acordo com a história desse orixá, há uma rivalidade entre Ossaim e Orunmilá, que reflete, na verdade, a antiga disputa entre os Oníìsegùn – mestres em medicina natural que dominavam o poder das folhas – e os Babalawó – sacerdotes versados nos profundos mistérios do cosmo e do destino dos seres, os pais do segredo.

Ossaim é um orixá originário da região de Iraó, na Nigéria, muito próxima com a fronteira com o antigo Daomé. Não faz parte, como muitos pensam, do panteão Jeje assimilado pelos Nagô, como Nana, Omolú, Oxumaré e Ewá. Ossaim é um deus originário da etnia Ioruba. Contudo, é evidente que entre os Jeje havia um deus responsável pelas folhas, e Ágüe é o seu nome, por isso Ossaim dança bravun e sató, a exemplo dos deuses do antigo Daomé.

Uma confusão latente refere-se ao sexo de Ossaim; é preciso esclarecer que se trata de um orixá do sexo masculino. Entretanto, como feiticeiro e estudioso das plantas, não teve tempo de relacionamentos amorosos. Sabe-se que foi parceiro de Iansã, mas o controvertido relacionamento com Oxóssi, que ninguém pode afirmar se foi ou não amoroso, é o mais comentado.

Na verdade, Ossaim e Oxóssi possuem inúmeras afinidades: ambos são orixás do mesmo espaço, da floresta, do mato, das folhas, grandes feiticeiros e conhecedores dos segredos da mata, da Terra.

Características dos filhos de Ossaim

Os filhos de Ossaim são pessoas extremamente equilibradas e cautelosas, que não permitem que as suas simpatias ou antipatias interfiram nas suas opiniões sobre os outros. Controlam perfeitamente os seus sentimentos e emoções. Possuem grande capacidade de discernimento e são frios e racionais nas suas decisões.

São pessoas extremamente reservadas, não se metem em questões que não lhe dizem respeito. Participam em poucas atividades sociais, preferindo o isolamento. Elas evitam falar sobre a sua vida, sobre o seu passado, preferem manter certa aura de mistério. Geralmente, não têm nada de mais a esconder, mas desejam manter reserva.

Pressa e ansiedade não fazem parte das suas características, pois são pessoas dadas aos detalhes e caprichosas no cumprimento das suas tarefas. Possuem gosto por atividades artesanais que exigem isolamento e paciência; não gostam de ter chefe nem subalternos, não se prendem a horários, apreciam a independência para fazer o que gostam na hora que querem. São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

UAU, me senti filha do próprio Ossaim por gostar tanto de estar só, vamos que vamos, tinha que deixar este sonho registrado aqui...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

IANSÃ!!!

 
DIA DE LOUVAR IANSÃ!

A DEUSA DOS RAIOS, DO TROVÃO E DAS TEMPESTADES, vem nos ensinar a ser brisa quando pudermos e furacão quando necessitarmos!

Que nos tempos de glória possamos respirar fundo e sermos extremamente GRATOS a toda e qualquer força que nos sustenta, que nos tempo de luta possamos nos revestir de fé e sermos furacão se necessário, para que toda treva se dissipe.

Orixá não é só oferenda, flor e oração, orixá é intenção, fé viva, sua alma fundida ao proposito que o orixá representa, sua essência acima de tudo, até dos dogmas religiosos, de lendas criadas pelos homens, de soluções impostas e ditadas pelas religiões.

E nesta data, uma vez mais, agradeço imensamente a Iansã, pois é uma força que me responde intensamente e prontamente e que sustenta meu amor cada vez que eu sinto a vibração desta energia em cada célula do meu corpo. GRATIDÃO EU SOU, e recomendo a todos, que HOJE, no dia de louvarmos IANSÃ, evitem ser os eternos pedintes e AGRADEÇAM a esta energia magnifica todo o potencial que ela nos gera, que os bons ventos dissipem nosso negativo e todo o negativo que tentam nos enviar e impor, que este fogo que IANSÃ representa, aqueça nossa alma e proposito, nos traga o fortalecimento depois da tempestade e que renasçamos qual fênix, a cada dia mais conectados na NOSSA FÉ, pois é ela, e só ela, que nos conecta com o divino e que nos sustenta verdadeiramente.

domingo, 14 de julho de 2024

ANALOGIA ENTRE MESTRES ASCENSOS, ORIXÁS E PLANETAS

Bem, o que nós os brasileiros necessitamos de compreender é que tanto o catolicismo, como a umbanda ou candomblé, assim como o xamanismo, vieram de outro povo, de outra cultura, de outra atmosfera de convívio diverso do brasileiro. Então, muito ainda há para ser observado e desvendado sobre esse complexo mundo das crenças e religiões.
O Brasil não tem uma religião própria, todo segmento religioso ao qual nós os brasileiros somos adeptos ou professamos foi trazido por outro povo, no caso, os europeus e os africanos. Os europeus como conquistadores impunham sua cultura e religião às terras conquistadas, e africanos subjugados pelos europeus começaram a cultuar os santos da religião dos europeus, fazendo uma analogia entre os santos católicos com os orixás ou Deuses africanos, porém, as terras brasileiras já eram habitadas pelos índios. Os índios receberam o nome de nativos e se viram forçados a absorver as religiões trazidas por estes dois povos. Os nativos-índios encontram mais semelhança à cultura africana que tinha em comum os cultos a natureza, o uso de ervas e benzições, conhecida entre os indígenas de pajelança. Dessa forma nasce a figura dos Caboclos.
Foi dessa forma que nós os brasileiros tivermos contato com as crenças africanas e europeias, e como tudo que advém de outra nação, de outra cultura ou crença, sofreu várias alterações e adaptações para atender a população brasileira.
Abordei essa diversidade cultural brasileira para trazer-lhes esclarecimento sobre as nossas elucidações sobre os segmentos religiosos do Oriente, da Umbanda e do Catolicismo, que no Brasil se misturou e criaram-se diferentes doutrinas e filosofias religiosas.
Muitos leitores me questionaram sobre minha forma de falar sobre as religiões afrodescendentes. Quero deixar claro que respeito todos os seguimentos e filosofias que sincretizam essas crenças, porém, abordo de maneira diversa de muitos orientadores, pai de santo, ou astrólogos e etc.. Por ser um canal onde os mestres e os outros seres de luz, passam seus conhecimentos em linhas mais profundas e unificadas, pois no Cosmo tudo já vibra em termos de energia. No Cosmo, não é permitido à separação de linhas filosóficas ou religiosas, pois lá tudo já é Uno.
A energia produz as chamas que vibram e são transmitidas através de ondas pelo ar. Assim, temos sete chamas, ou sete raios, que são dirigidos pelos sete mestres ascensos. Cada Mestre Ascenso coordena uma energia que corresponde a um dos dias da semana e que por sua vez, emite uma cor, assim como as cores do arco-íris. A energia de cada mestre também é associada às energias de um planeta e no seguimento espírita da Umbanda, cada mestre corresponde a um orixá.

Então vamos a analogias entre os Mestres Ascensos, Orixás e Planetas:

- O 1º raio é da cor azul-prateado, regido pelo mestre El Morya. Este mestre comanda mais de uma energia e mais de um astro, e consequentemente mais de um dia da semana. Vou esclarece melhor essa afirmação. No catolicismo este mestre é sincretizado como São Miguel Arcanjo e São Jorge e na Umbanda é o orixá Ogum, porém, nas energias de domingo, ele está coordenando as energias do “Orixá Maior” que é sincretizado na umbanda como Jesus ou Oxalufã, que tem suas energias ligadas ao Sol. Por ser a 1ª chama, então essa representa a vontade divina. A chama azul-prateada nos ajuda na vibração da elevação da fé, da força, da coragem, do poder, na decisão. É a energia que afasta a negatividade.

- O 2º raio é o dourado, dirigido pelo mestre Kuthumi sincretizado na religião católica como São Francisco de Assis. Na Umbanda esse mestre coordena as energias de Iemanjá e Obaluaê, além da falange dos pretos velhos das giras da segunda feira. Na astrologia o astro regente dessa energia é a lua. Este raio sofre a fragmentação da seguinte forma, sendo assessorado por mais três mestres, Lanto, Confúcio e Buda. Na umbanda as vibrações dessas energias são de limpeza, esclarecimento, de clareamento nas situações.

- O 3º raio é a cor rosa, dirigido pela mestra Rowena. O dia de atuação deste raio é na terça feira. Essa mestra é sincretizada na religião católica como a Virgem Maria e na Umbanda como o orixá Iemanjá que divide a vibração desse dia com Ogum, que na umbanda é orixá comandante da terça-feira. Na terça há várias frequências vibratórias, pois há a junção das energias de Arcanjo Miguel, Ogum e Virgem Maria. Como são as energias de Ogum que atuam com mais intensidade na terça então essas energias na astrologia são regidas pelo planeta Marte. E na umbanda as vibrações dessas energias são de força, coragem, determinação e fé.

- O 4º raio é a chama branco, dirigida pelo mestre Setapis Bey. Este mestre na religião católica é sincretizado como São João Batista, e na Umbanda é o orixá Xangô. Na astrologia, o planeta regente dessa energia é Júpiter. Xangô divide as energias da quarta-feira com Iansã, que é sincretizada na religião católica como Santa Barbara. Na astrologia, essa energia é regida pelo planeta Urano. Está chama representa a lei, a verdade e a regeneração. Devemos invocar a presença desta chama quando precisarmos de restauração na saúde, nos pensamentos, ou com relação à verdade em nossa vida.

- O 5º raio é o verde, dirigido pelo mestre Hilarion, no catolicismo este mestre é sincretizado como São Sebastião, e na Umbanda é o orixá Oxossi. Na astrologia o planeta regente dessa energia é Vênus. O dia de atuação dessa energia é a quarta-feira. Essa energia na umbanda ira vibrar no rito de caboclos.

- O 6º raio é a chama rubi, dirigida pela mestra Nada, o seu dia de atuação é na sexta-feira. Essa amada mestra é sincretizada na religião católica como Nossa Srª das Dores e também como Santa Barbara, e na Umbanda como o Orixá Oxum ou Nanã. Na astrologia, essa energia é regida pelo planeta Urano e Vênus. Está chama representa a piedade, a caridade, a misericórdia, a compaixão e o amor em todas suas vertentes, o incondicional. Devemos utilizar está chama nas enfermidades e nas situações que necessitamos de amor, da compaixão e misericórdia divina.

- O 7º raio é a cor violeta, dirigido pelo mestre Saint Germainn, que no catolicismo é sincretizado como São José. O dia de atuação dessa chama é o sábado. O mestre Saint Germainn é auxiliado por mais três mestres ascensos que sustentam essa chama, as mestras Kuan Yin, Pótia e o mestre Djwal Kul que no catolicismo e sincretizado como São Lázaro. Na umbanda o mestre Djwal Kul é sincretizado como orixá Omulú que tem como sua versão feminina com o orixá Nanã. As vibrações do orixá Omulú são a misericórdia, a transmutação das energias negativas, a cura e a compaixão divina. Na astrologia as energias desse orixá são regidas pelo planeta Saturno. O mestre Djwal Kul é o mensageiro celeste dos mestres Ascensos. Esse amado mestre trabalha no anonimato, é o mestre mais difícil de conectar, pois este trabalha em todos os demais raios.
Podemos utilizar estas energias em qualquer dia ou hora que nos for necessário. Há mais mestres além dos sete citados que atuam nos raios, mas aqui estou apenas fazendo um breve resumo destas energias que podem nos socorrer nas aflições diárias.

A MATÉRIA VEIO DAQUI:
https://www.facebook.com/umbandaparatodosarava/posts/analogia-entre-mestres-ascensos-orix%C3%A1s-e-planetascompartilhei-uma-sequ%C3%AAncia-de-m/2398813537108035/

domingo, 18 de fevereiro de 2024

OROINÁ - ORIXÁ DO FOGO PURIFICADOR

Na Umbanda Sagrada ela é evocada para purificar os seres viciados, além de ser a orixá que rege a linha dos ciganos.

Oroiná é a orixá do fogo purificador. Ela consome todo desequilíbrio emocional que esteja atuante em alguém ou local.

Para ela atuar em nossa vida, basta que nos tornemos "irracionais" apaixonados e desequilibrados que seu fogo divino e purificador consome todo excesso, deixando-nos no equilíbrio perfeito.

Na Umbanda Sagrada ela é evocada para purificar os seres viciados, para purificar magias negras, de sentimentos de injustiças e paixões humanas que estão em exageros, além de ser a orixá que rege a linha dos ciganos.

Trono: Feminino da Justiça

Polaridade: Xangô / Ogum

Saudação: Kali-Yê, Minha Mãe! (Salve a Senhora Negra, Minha Mãe!)

Pedra: Calcita Laranja, Ágata do Fogo, Topázio Laranja ou Dourado, Ágata Cornalina, Pedras laranjas.

Dia da Semana: Quinta feira

Símbolo: Fogo, Fogueira, Estrela de 6 pontas, Roda Cigana

Cor da Guia: Laranja, vermelha ou dourada

Ponto de Força: Campo aberto ou Pedreira

Ferramenta: Espada

Sincretismo: Santa Sara Kali, Nossa Senhora das Candeias, Santa Brígida e a Deusa hindu kali.

Data Comemorativa: 24 de maio

Flores: Alaranjadas ou vermelhas (Lírios, Begônia, Rosas, flores do campo, Girassol)

Frutas: Todas as cítricas mais ácidas (abacaxi, laranja, carambola, tangerina, uvas, morangos, pitanga, caqui, manga, limão cravo, romã, gengibre)

Bebida: Licor de menta ou champanhe branco e seco, aceita também o champanhe rose.

Clame por Oroiná para purificar seu coração de mágoas e sentimentos negativos, ela vai te ajudar a se libertar e ter uma nova vida.

Kali Iê minha mãe!

A MATÉRIA VEIO DAQUI:

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/horoscopo/oroina-a-orixa-do-fogo-purificador,e98eb76d2b7a874680ca719e825d6ca8ozl1b0wz.html#:~:text=Na%20Umbanda%20Sagrada%20ela%20%C3%A9,rege%20a%20linha%20dos%20ciganos&text=Oroin%C3%A1%20%C3%A9%20a%20orix%C3%A1%20do%20fogo%20purificador

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

SIGNOS, ORIXÁS E PLANETAS

As Tradições, através de seus simbolismos, estudam e interpretam o indivíduo como um ser indissociável de um conjunto eterno e infinito. Pois, durante muito tempo, os aspectos exteriores foram o objetivo primeiro dos seres encarnados em todas as regiões do planeta. 

Na Astrologia o Astro Celeste correspondente ao Signo Ascendente é tido como o “governante” do mapa, no Esoterismo de Umbanda pode-se traduzi-lo como sendo aquele que representa a “Entidade Protetora”.

FOGO: Ogum, Iansã e Xangô;

AR: Oxumaré, Logum Edé e Exú;

ÁGUA: Oxum, Obá, Nanã e Iemanjá;

TERRA: Oxóssi, Ossâim, Euá, Oxalá, Iroko e Omulu ou Obaluaê.

Os orixás, esses fascinantes deuses africanos, governam um ou mais signos. Isso significa que todo nós temos um orixá que nos guia em nossa vidas, independente da raça, cor e credo, os orixás, esses fascinantes deuses negros, são reverenciados por todo o país nos terreiros de Umbanda e Candomblé. 

Áries:
Orixá: Ogum – Elemento: Fogo – Planeta: Marte

Orixás Comandantes: Ogum e Iansã – 1º Decanato: Ogum; 2º Decanato: Oxalá; 3° Decanato: Xangô

Touro:
Orixá: Oxossí – Elemento: Terra – Planeta: Vênus

Orixás Comandantes: Oxossí e Oxum – 1º Decanato: Oxossí; 2º Decanato: Cosme e Damião; 3° Decanato: Obaluaye

Gêmeos:
Orixá: Cosme e Damião – Elemento: Ar – Planeta: Mercúrio

Orixás Comandantes: Cosme e Damião e Iemanjá – 1º Decanato: Cosme e Damião; 2º Decanato: Oxóssi; 3° Decanato: Obaluaye


Câncer:
Orixá: Iemanjá – Elemento: Água – Planeta: Lua
Orixás Comandantes: Iemanjá e Xangô – 1º Decanato: Iemanjá; 2º Decanato: Ogum; 3° Decanato: Xangô

Leão:
Orixá: Oxalá – Elemento: Fogo – Planeta: Sol

Orixás Comandantes: Oxalá e Oxum – 1º Decanato: Oxalá; 2º Decanato: Xangô; 3° Decanato: Ogum

Virgem:
Orixá: Cosme e Damião – Elemento: Terra – Planeta: Mercúrio
Orixás Comandantes: Obaluaye e Iansã – 1º Decanato: Cosme e Damião; 2º Decanato: Obaluaye; 3° Decanato: Oxóssi

Libra:
Orixá: Oxóssi – Elemento: Ar – Planeta: Vênus
Orixás Comandantes: Oxóssi e Oxum – 1º Decanato: Oxossí; 2º Decanato: Obaluaye; 3° Decanato: Cosme e Damião

Escorpião:
Orixá: Ogum – Elemento: Água – Planeta: Marte
Orixás Comandantes: Ogum e Obaluaye – 1º Decanato: Ogum; 2º Decanato: Xangô; 3° Decanato: Iemanjá

Sagitário:
Orixá: Xangô – Elemento: Fogo – Planeta: Júpiter
Orixás Comandantes: Xangô e Iansã – 1º Decanato: Xangô; 2º Decanato: Ogum; 3° Decanato: Oxalá

Capricórnio:
Orixá: Obaluaye – Elemento: Terra – Planeta: Saturno

Orixás Comandantes: Obaluaye e Nanã – 1º Decanato: Obaluaye; 2º Decanato: Oxossí; 3° Decanato: Cosme e Damião

Aquário:
Orixá: Obaluaye – Elemento: Ar – Planeta: Saturno

Orixás Comandantes: Obaluaye e Nanã – 1º Decanato: Obaluaye; 2º Decanato: Cosme e Damião; 3° Decanato: Oxossí

Peixes:
Orixá: Xangô – Elemento: Água – Planeta: Júpiter

Orixás Comandantes: Xangô e Oxum – 1º Decanato: Xangô; 2º Decanato: Iemanjá; 3° Decanato: Ogum


OXUM: Rege TOURO e LIBRA. É orixá da fertilidade e da riqueza, símbolo também da sexualidade e por isso mesmo está associado ao signo de Touro. É ainda vaidoso, diplomata, tem muita ambição social, o que o aproxima das características impressas pelo signo de Libra. Corresponde a Vênus. É associada a diversas Nossas Senhoras.

OBALUAÊ: Rege Escorpião e Capricórnio – É o orixá das mortes e das doenças. Insondável, tem grande forma mental e é vingativo, peculiaridades de Escorpião. Por vezes, porém, é austero e melancólico. Tem problemas de pele e de ossos – coisas típicas dos capricornianos. Corresponde a Saturno. É associado a São Lázaro.

OSSÂIM: Rege Virgem e Gêmeos – É o orixá das ervas medicinais e está intimamente ligado à natureza. É crítico, meticuloso, sensível, o que o aproxima do signo de Virgem. Mas é também mutável, inquieto, irônico e superinventivo – qualidades de Gêmeos. Corresponde a Mercúrio. Está associado a São Benedito.

XANGÔ: Rege Leão e Sagitário – Autoritário, dominador, é um líder nato, um guerreiro difícil de ser derrotado, características dos nativos de Leão. Simboliza ainda a lei e a justiça. É sociável e aproveita o melhor da vida, o que o associa ao signo de Sagitário. Corresponde a Júpiter. É associado a São Jerônimo.

IEMANJÁ e NANÃ: Regem Câncer. São os orixás maternos. Protegem, dominam e amam seus filhos a toda prova. Iemanjá é fértil, sensual e muito preguiçosa. Nanã é a avó, que gosta de ser adulada, é cheia de dengo e de mágoas. Um perfeito retrato de Câncer. Correspondem à Lua. Nanã é associada a Sant’Ana; Iemanjá é associada a diversas Nossas Senhoras.

OXÓSSI: Rege Virgem, Capricórnio e Aquário – É o protetor das matas. Tem o espírito matemático e o humor instável de um virginiano. Mas é também bastante sério e responsável – coisas dos capricornianos. E apresenta ainda todo o exotismo e a originalidade de Aquário. Corresponde a Saturno e Mercúrio. É associado a São Jorge e a São Sebastião.

OGUM: Rege Áries. É o orixá da guerra, que luta por sua liberdade e independência. Ativo, está sempre procurando alguma coisa para fazer ou alguém para brincar. É um tanto egoísta, instável e emotivo ao extremo – chega a ser briguento. Por tudo isso, está ligado ao signo de Áries. Corresponde a Marte. É associado a São Jorge e a Santo Antonio.

IANSÃ: Rege Leão, Sagitário e Aquário. Senhora dos ventos, é alegre, sociável, mas temperamental, como os leoninos. É aventureira, impulsiva, atrevida, diz o que quer e quando quer, e assim parece-se com Sagitário. Mas tem também o desprendimento de Aquário. Corresponde a Urano e Júpiter. É associada a Santa Bárbara.

OXUMARÉ e LOGUM-EDÉ: Regem Gêmeos. São orixás bissexuais. Oxumaré é o arco-íris e seu temperamento é instável, varia de acordo com as circunstâncias. Logum-Edé é bom negociante, astuto, nem sempre honesto. Essas qualidades os aproximam do Signo de Gêmeos. Correspondem a Mercúrio. Oxumaré é associado a São Bartolomeu e Logum-Edé é associado a São Miguel Arcanjo e a São Expedito.

EXÚ: Rege Gêmeos e Escorpião. É um orixá comunicativo, brincalhão, cheio de truques – facetas encontradas nos nativos de Gêmeos. Mas é violento e associado à energia sexual. Possui algo que fascina e ao mesmo tempo repele, característica dos escorpianos. Corresponde ao planeta Plutão. É associado ao demônio cristão.

OXALÁ: Rege Capricórnio, Peixes e Touro. É o grande pai, o pilar da família e da sociedade. Nisso, assemelha-se a Capricórnio. É um sábio, um curandeiro. É sensível à bebida e a outros vícios, o que o liga a Peixes. Sua analogia com Touro vem de sua sensualidade. Corresponde a Vênus e Saturno. É associado a Jesus Cristo e ao Senhor do Bonfim.

OBÁ: Rege Escorpião e Touro. É o orixá das angústias, do sofrimento e da desilusão amorosa, mas também do espírito de luta, o que lembra Escorpião. Suas outras características o associam ao signo de Touro: é bom companheiro, super leal, e, às vezes, age com ingenuidade. Corresponde a Saturno É associado a Joana D”Arc.

EUÁ: Rege Virgem – É o orixá que representa a faixa branco do arco-íris. É uma deusa guerreira que representa a parte feminina de Oxumaré: é metade mulher e metade cobra. Mantém analogia com a pureza e a castidade. É ainda cismado, um crítico feroz dos outros e de si mesmo, o que o relaciona com o signo de Virgem. Mas é também um guerreiro nato e, por essa razão, corresponde ao planeta Marte. Desconheço associação com Santo Católico.

IROKO: Rege Touro, Aquário e Libra – É o orixá da obstinação e dos desejos materiais – qualidades dos nativos de Touro. Sua relação com Aquário vem de seu individualismo, do seu desinteresse pelos problemas alheios. É ainda associado ao signo de Libre, pela sua versatilidade. Corresponde a Vênus. Desconheço associação com Santo Católico.

CALENDÁRIO DE MAGIAS DE JUNHO DE 2026

13 DE JUNHO EXÚ SANTO ANTÔNIO OGUM XOROQUÊ 24/29 DE JUNHO SÃO JOÃO BATISTA SÃO PEDRO XANGÔ Magia de cura e todas as magias negativas.  Limpe...