Tive um sonho incomum esta noite.
Sonhei que estava sentada aos pés de uma cama e havia uma mulher amiga sentada ao meu lado, mas era uma pessoa que eu não conheço na vida real e que sequer me lembra alguém, mas eu parecia estar muito a vontade com ela e conversávamos. Eu olhava para a cabeceira da cama e havia um felino enorme deitado e eu ficava intimidada pela presença daquele animal imenso, embora ele parecesse inofensivo. Eu saia deste comodo e nos restantes, que eram em uma casa que eu não conheço, haviam vários felinos e eu me sentia igualmente intimidada. embora eles nada fizessem, eram calmos e passivos, mas a presença deste monte de felinos me incomodava, pois era implícita a ameaça física que eles me causavam, ainda mais sendo numerosos. Esta mulher parecia sempre estar ao meu lado, a partir daí, mais observando do que falando algo. E eu entrava por uma porta onde haviam inúmeras cobras e algumas salamandras muito coloridas. Desta vez parecia uma jaula de algum zoo ou cativeiro e igualmente nenhuma delas me ameaçava, mas eu sentia a ameaça no ar. O mais engraçado deite sonho todo, foi uma salamandra azul. Ela era azul marinho, grande, com umas manchas amarelas e na topo da cabeça havia um desenho de um tom azul turquesa muito vivo. E ela ficava alegre e eufórica ao me ver. Sabe quando um cão esboça alegria pelo seu dono? Ela estava assim e neste lugar haviam umas arvores que na verdade eram só galhos secos e ela parecia que ia pular sempre sobre mim, mas acabava pulando nos galhos próximos, hora ela fazia isto, hora queria que eu a seguisse, mas o restante das cobras e bichos rastejantes me deixavam meio que enojada e ao mesmo tempo receosa. Eu a seguia, mas teve uma hora que uma cobrinha bem fina me pareceu uma ameaça e eu peguei-a pela mão esquerda bem p´roxima a cabeça de modo que ela não tivesse meio de mexe-la e apartei até sufocar e quando finalmente vi que ela ia morrer fiquei com pena e a soltei pq vi que ela ainda tinha chances de viver e resolvi sair dali. No caminho de volta, pelo qual eu tinha que obrigatoriamente passar, havia um crocodilo que estava acima da minha cabeça, em uma destas enormes arvores secas e era o único caminho que havia para eu passar e ele nem se moveu, não me fez mal algum. Ao entrar neste quarto novamente haviam duas portas e uma espécie de ante camara que separava o aposento do lugar dos anfíbios.
A salamandra colorida, esfuziante e feliz com a minha presença me pareceu um elemental bem significativo.
A cobrinha que me ameaçou certamente algum mal que não chegou de fato a ser uma ameaça, pela facilidade com que a dominei e me livrei dela. E eu senti pena dela...achei que ela estava no habitat dela e na verdade ela deveria me ver mais como ameaça do que eu a ela, e relevei e a deixei viver. Não consumei o ato de matá-la. Quem mais se assemelha a esta cobra no meu momento atual é o traste, porém ele é mesmo inofensivo, por mais que pareça o contrário.
Mas eu também estou indecisa quanto a continuar esmagando o traste tal qual eu fazia com a cobra no sonho, a minha vontade muitas vzs é de largar e deixar que ele siga seu curso.
Os répteis mitológicos que soltavam fogo pela boca eram associados ao elemento fogo e citado em diversos brasões antigos. O culto as salamandras-elementais do fogo são muito valorizados e apesar da advertência sobre o não poder controlá-las acho mais um mito, pois NADA podemos controlar em essência e totalidade, nem a nós mesmos. Apenas é o meu elemental preferido e hoje coincidentemente tive uma notícia excelente, meu termômetro (o item que estava faltando para a fabricação das velas) que havia sido encomendado especialmente para esta finalidade pela pessoa que vai me presentear, finalmente chegou e aí sim, agora eu vou poder contar com a presença mágica destes elementais maravilhosos, estou ansiosa para começar a fabricação das velas mágicas!