Hoje é sexta-feira, dia de vestir branco, conectar com a vibração de Oxalá. Tive a intuição forte de fazer um banho de alecrim com água de coco e quero compartilhar com vocês a dinâmica desse ritual.
Para entender esse banho, a gente precisa falar sobre o Ori — a nossa cabeça. Dentro da nossa espiritualidade, a cabeça é o nosso centro de comando, e existe um processo natural onde o Ori esquenta. Esse "esquentar" acontece pelo simples fato de estarmos vivos, assimilando informações, tomando decisões e lidando com a energia do dia a dia. É um acúmulo vibracional que vai pesando na mente e gerando um superaquecimento energético.
A água de coco entra nesse banho com um propósito muito específico: ela serve para esfriar/harmonizar o Ori. Ela atua como um condutor de frescor que reduz o ritmo dos pensamentos caóticos, pacifica a mente e devolve a estabilidade para a nossa cabeça. É um processo de resfriamento que desinflama o campo mental.
O alecrim chega para complementar essa atuação trazendo foco e clareza. Enquanto a água de coco estabiliza e apaga o calor do Ori, o alecrim limpa os canais de percepção, devolvendo a lucidez e o discernimento necessários para os nossos pensamentos.
Vou preparar a minha infusão de alecrim, esperar amornar e misturar a água de coco bem fresca. Depois do meu banho de higiene, vou jogar essa mistura do pescoço para baixo, deixando cair no topo da cabeça para fazer esse resfriamento direto na fonte, pedindo a Oxalá equilíbrio e paz. Epa Babá!
E como sincronia pouca é bobagem, enquanto escrevo aqui escuto um pombo arrulhando insistentemente, estou na cidade, na roça não vejo pombos, mas este está aqui no fio da rua fazendo graça para ser notado, kkk o que será que ele está tentando me falar?
Os sinais estão por toda parte, este banho intui assim que acordei, ainda na cama. Levantei e fui fazer meu café e enquanto o café se fazia eu fui no quintal e encontrei duas penas de pombos, uma maior cinzenta e uma menor branca, e agora o pombo fazendo este barulhão aqui na janela... rsrs.
O arrulho constante funciona como um "mantra" da natureza. No xamanismo e em várias tradições espirituais, o pombo é o totem da paz interior. O som insistente serve para lembrar de acalmar a mente, desacelerar o ritmo e confiar que está protegido de energias densas.

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